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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Compliance com os Consumidores: Uma relação imperativa no mundo das redes sociais.



Sua empresa está em Compliance com os consumidores? Se não, é hora de trabalhar o Marketing de Relacionamento a partir de Compliance e garantir satisfação plena ao consumidor cada vez mais exigente e que dispõe nas mãos de uma arma poderosa a seu favor: As redes sociais...

Em 2009, a companhia aérea United Airlines, sofreu um arranhão sem precedentes em sua imagem. Um músico canadense, até então desconhecido, Dave Carroll, sofrera as consequências da má qualidade dos serviços da companhia e decidiu vingar-se. Num voo entre Halifax e Chicago, sua guitarra fora quebrada e, ao pedir satisfação à companhia, não obteve sucesso. Decidiu então compor a música United Breaks Guitars e postar um vídeo nas redes sociais. Resultado, seu vídeo teve mais de cinquenta milhões de visualizações em poucos meses, tornando o músico famoso e trazendo enormes perdas à companhia que, até hoje, tenta recompor sua imagem desgastada.

Na ultima semana, a Europa explodiu quando as autoridades descobriram que grandes marcas como a Nestlé e Ikea vinham comercializando produtos à base de proteína de equinos quando anunciavam serem produtos advindos de carne bovina. Ou seja, comercializavam-se carnes de cavalos ao invés das de bois em produtos infantis no refinado mercado do consumidor europeu. Resultado, prejuízos e perdas sem precedentes de consumidores de longa duração e elevada confiança. 

Descobriu-se, no entanto que, os responsáveis foram grandes nomes como o gigante brasileiro do setor  de proteínas animal o Grupo JBS, que adulteraram a qualidade de seus produtos, colocando proteína de cavalo nos produtos, além do 1% permitido naquela comunidade. Os prejuízos ainda estão sendo calculados e para a Nestlé que atende diretamente o consumidor, os prejuízos serão certamente significativos. Seu nome e confiança serão certamente maculados perante os consumidores comuns em todo o mundo. 

Na ultima semana escrevi a primeira parte deste texto no meu blog particular, sabia que era apenas o início de uma grande disputa: De um lado, um profissional de conformidade; do outro a gigante de eletrônicos, Samsung. 
O primeiro sujeito, combate crimes como o de corrupção, fraudes, suborno e ajuda empresas a manterem-se em conformidade com a Lei; o segundo trabalha sua imagem de empresa responsável com clientes, satisfazendo seus desejos de consumidores e disputando a maior fatia do mercado de celulares no mundo. Será que a Samsung é tão responsável com seus clientes e com sua própria imagem?

Sábado23/02 liguei para Samsung Service Center Angélica que tem o nome jurídico HL Comunicações & Comércio de Acessórios de Telefonia Ltda. – ME, prestadora de serviços de assistência técnica da Samsung Electronics e, fui abusivamente desrespeitado por uma funcionária.

 Minha intenção como cliente e consumidor da Samsung era apenas coletar um número de identificação de serviço que sua analista pedira para continuar com o processo de devolução de um produto novo, com base na Lei 8.078, devido à falta de cumprimento, uma vez que aquela fornecedora de serviços passara dos trinta dias sem solucionar o defeito do meu notebook e sem dar satisfação sobre o mesmo. 

Ao sugerir para moça a possibilidade de eu fazer um backup dos meus dados e deixar a Samsung Electronics decidir o processo que corre acerca  da devolução ou não de um novo notebook, conforme o artigo 18 da Lei 8.078, fui condicionado a retirar o produto antigo, mesmo sem conserto para, em seguida, pedir novo reparo.

 Evidente que me recusei. Primeiro porque perderia meus direitos ao fazê-lo.  Segundo porque aquela era uma das fraudes mais baratas que já presenciei no mercado e com consequências desastrosas para a Samsung Electronics. 
Como um gigante da indústria de eletrônicos, mantém um fornecedor de tão baixo nível e o deixar queimar sua imagem de forma tão absurda? 
Liguei para a Polícia e pedi sua orientação, uma vez que esta empresa coloca em risco uma base de dados valiosa, contida no meu computador sob sua responsabilidade. Dentro estão dados pessoais de altíssimo valor como minha monografia e toda sua bibliografia, estudos, artigos inéditos, além de todas as fotografias e vídeos memoráveis de momentos felizes que vivi com meu filho desde que nasceu.

 Fui orientado pela Polícia a comparecer à loja e, estando no local, chamar a viatura para uma tentativa de intermediação amigável com o responsável pela loja e, antes de fazê-lo, tomei o cuidado de  passar  o código à Samsung Electronics, por meio de uma funcionária preparada e responsável pelo processo supramencionado que, após ouvir minhas queixas, orientou que os dados contidos no computador antigo é um problema entre eu e a HL Comunicações & Comércio de Acessórios de Telefonia Ltda – ME, sua representante legal para Assistência Técnica.

 A mesma funcionária, bem como seus colegas e supervisores, após discutirem o caso não viram problemas no fato de eu salvar meus dados, mesmo que um processo de devolução de produto novo esteja sob sua avaliação. Não obstante, isentando a Samsung desse conflito, deixaram a responsabilidade de decisão com a Samsung Service Center Angélica, como se esta fosse uma empresa à parte. O que de fato não é, perante a Lei. A responsabilidade pelos danos ou pela reparação deles aos clientes é sempre da fabricante, de acordo com a Lei 8.078. 

Pois bem, nesta segunda, 25/02/2013, fui até a Samsung Service Center Angélica e antes de chamar a Polícia, fiz a gentileza de consultar mais uma vez a empresa acerca da coleta pacífica de meus dados, antes do processo aberto, excluir a possibilidade de salvá-los.

 Mais uma vez, fui impedido por uma funcionária que disse ser procedimento da empresa, “não permitir que clientes retirem seus dados de seus produtos, exceto se estes retirarem o produto e depois derem entrada novamente.” O que significa dizer, gerar duas faturas para Samsung Eletronics e perda de garantia para o cliente além de cobranças ilegais. 
Como orientado, chamei a Polícia Militar que em poucos minutos enviou uma viatura com dois polícias simpáticos. Contei-lhe do caso e, boquiaberto fiquei quando ouvi de suas bocas que todos os dias eles atendem ocorrências no mesmo endereço por causa de danos provocados pelo fornecedor da Samsung aos seus clientes. 

De fato, no dia em que dei entrada do produto danificado, 19/01/2012,  presenciei com cerca de outros  mil clientes uma deles perder a cabeça quando recebeu seu Galaxy Note completamente danificado, quando pediu como conserto, apenas a reinstalação do sistema android. A tela de cristal do aparelho parecia ter sido colocada num liquidificador. E este fato deixou aquela mulher de pouco mais de quarenta anos, uma fera incontrolável. Lembrando aquela cena, hoje receio que tenha acontecido o mesmo que ocorreu comigo.

Os policiais chamaram o responsável pela loja e apareceu um malandro, - com correntes grossas de ouro no pescoço e nos punhos, ao estilo de um traficante carioca marcando poder e espaço -, que foi logo dizendo em termos chulos e apontando o dedo no meu rosto:

“Ai meu, não vou deixar você salvar seus dados. Se quiser você tira o produto, recolhe os dados e, em seguida, pede entrada para conserto novamente. É procedimento da loja e ele está de acordo com o Código do Consumidor”.

Rebati que não, pois como cumpridor  da Lei, a conheço em termos e, especificamente esta, reza em seu artigo 18 que, passados 30 dias de um conserto sem solução, a empresa deve devolver o valor integral do produto ao cliente, neste caso R$ 3.000.00, ou fornece-lhe um produto similar, em perfeitas condições de uso e valor de mercado igual ao valor pago no ato da compra, com correções monetárias.

 Salientei ainda que sua atitude implicava em processo legal, uma vez que estava se apropriando de informações confidenciais e propriedade intelectual alheia.

 A Lei é o ultimo recurso quando o bom senso não atende as partes. Mas, naquela situação não havia razões para usá-la. O sujeito mandou que eu procurasse meus direitos junto ao PROCON porque meus dados não seriam salvos. 

Os policiais, embora me dessem seu apoio, não podiam fazer nada sem um mandado judicial. Retirei-me da loja sem meus dados e, na certeza que aquele homem, de baixa categoria, poderia, a qualquer momento, apagá-los e justificar o que bem quiser diante de um juiz, como o fez quando, manipulou a suposta data do conserto do aparelho, alegando estar pronto desde 7 de fevereiro, quando tenho provas de ter ligado no dia 9 e sua funcionária ter afirmado que a bateria não tinha chegado ainda e que eu “aguardasse contato que assim que o produto estivesse pronto a empresa me avisaria”, conforme consta na nota de serviço.  

O jogo do malandro é simples: 

Utiliza-se da boa fé das pessoas que, acreditando na marca Samsung, levam seus produtos para consertos em autorizadas. Uma vez dada à entrada do produto danificado, os clientes recebem uma nota fiscal de serviços com uma clausura contratual completamente fora da Lei, em seu verso.

Enquanto na nota descrevem-se problemas que o cliente não relata, como no meu caso,  - onde o defeito fora provocado pelo fato de, ao abrir a tela do notebook, seu peso ter rachado a base ao meio, danificando os componentes eletrônicos de distribuição de força, o relato feito pela funcionária diz que o aparelho carecia de troca da bateria – os processos seguintes são marcados por fraudes graves. E neste caso, deram-se assim: 

Eu cliente tiraria o produto, assinando um documento declarando ter  recebido-o em perfeitas condições, faria o backup dos meus dados e, em seguida, sem tirar o produto da loja, daria entrada novamente para conserto. 
 Certo de tratar-se de uma fraude e de que com isto, perderia a garantia Samsung, passando a depender da garantia de 90 dias dada pelo fornecedor de serviços da Samsung, a HL Comunicações & Comércio de Acessórios de Telefonia Ltda – ME, recusei-me a aceitar sua proposta que, descaradamente, fora feita à frente de dois policiais e de cerca de 30 clientes presentes na loja.

 Pensei comigo, ou este malandro desconhece completamente a Lei, ou não tem noção do que está fazendo com os consumidores da Samsung e com seu nome no mercado; ou ainda, conhecendo-a e tendo noção do que está fazendo, o faz na certeza de que a impunidade é um processo cultural a ponto de ninguém ali, se sentir provocado(a) com a proposta feita.  
  
Este tipo de fraude, supostamente legitimada pelas clausuras do “contrato”, continua assim para todos os clientes: Ao retornar a esta autorizada com o produto que continua defeituoso, o “cliente paga pelo tempo que o aparelho permanece em suas dependências até que equipamentos, peças e os esquemas técnicos estejam disponíveis para efetuação dos reparos.” 

Ou seja, este fornecedor cobra da Samsung por serviços não prestados e, além de cobrar o cliente por peças fora da garantia, cobra-lhe pelo tempo de espera destas. Ganha nas duas pontas, com a certeza de que a justiça bem como o gigante global de eletrônicos não veem ou não estão preocupados com seus clientes. 

A justiça porque está abarrotada de processos advindos de conflitos dessa natureza e a Samsung Electronics porque, estando com os bolsos cheios graças à alta demanda pelos seus produtos no mercado global, não tem dado a devida atenção às relações duradouras com seus consumidores. São justamente diante dessas ocupações questionáveis que bandidos escodem-se, cometem fraudes e dão golpes sem arrepiar o cabelo diante da autoridade policial. O resultado é a queima de reputação construída em dezenas de anos. E isto ocorre em semanas nos dias atuais. 

Diante de fatos cotidianos como este, vem à tona a questão que mais me preocupa como profissional de Compliance: Sua empresa está em conformidade com os consumidores? Se não, é hora de trabalhar o Marketing de Relacionamento a partir de Compliance e garantir satisfação plena ao consumidor cada vez mais exigente e que dispõe às mãos uma arma poderosa a seu favor: As redes sociais e a facilidade de comunicação em massa dos tempos atuais. Se tiver que quebrar contratos com fornecedores maus,  por falta de conformidade, faça-o em tempo. É melhor perder um parceiro comercial do que perder um daqueles que são a peça fundamental  da existência da empresa: Os Consumidores.

Cuidado, Diligência é o Compliance do seu bolso.

guepardo-1aHá um velho ditado que diz “quem fala demais dá bom dia a cavalo”.
 
Empresas diligentes buscam pessoas diligentes
Uma multinacional do setor de bens de consumo e bastante conhecida tem como Política de Compliance fazer Due Delligence de seus funcionários a fim de identificar possíveis exposições relacionadas ao seu nome ou ao nome de seus produtos e serviços.
Ao fazer o processo Know Your Employees (Conheça seus funcionários) descobriu que um dos empregados era bastante popular nas redes sociais. Suas “contribuições” eram constantes e polêmicas. O funcionário era um dos que tinha carreira promissora dentro da companhia na área de Marketing. Todavia, seu desvio de caráter levava-o a cometer delitos morais que feriam as políticas da empresa e expunham seus colegas e superiores, além de infringir a Lei.
Para o sujeito, seu senso de humor negro e barato era apenas uma forma de se divertir nas redes sociais. O que ele não sabia, era que a empresa levava a sério o que estava escrito naquele “folhetinho “ recebido no dia de sua contratação, escrito na capa “ Código de Conduta”.
Ao buscar as informações do sujeito, a empresa notou que ele havia feito o seguinte comentário numa rede social onde alguém havia postado uma foto dos corpos amontoados dos jovens mortos na Boate Kiss em Santa Maria, dois dias depois do acidente. Enquanto a maioria dava condolências; o jovem rapaz quis mostra-se e foi contra a maré, escrevendo sob a foto a frase bombástica:
“O verdadeiro churrasco gaúcho”
O sujeito insensível e de humor desequilibrado acabara de cometer suicídio profissional naquela empresa. Isto porque, ao acessar o perfil do empregado, a empresa notou que ele recebia várias críticas negativas de seus contatos e reprovações públicas pelo que escreveu num momento triste na historia da juventude brasileira. Inclusive, centenas de outros jovens, haviam vinculado seu perfil, junto com as críticas, à página da empresa na rede social. Isto fora feito porque o sujeito, orgulhosamente, publicara em seu perfil pessoal as descrições de onde trabalhava. Este é o típico caso de conflitos de interesses entre os propósitos do empregador e os do emprego.
Quantas páginas tem um CV?
Existem padrões no mercado de trabalho e um deles é sobre as páginas e formatação de um bom currículo. Normalmente o bom senso diz que duas páginas são suficientes. Isto, porque o selecionador carece apenas de informações básicas das competências do profissional e que sirvam como um norte ao processo seletivo. Mas será que, na realidade, um CV tem somente duas páginas? Vejamos.
A maioria dos profissionais do mercado de trabalho brasileiro desconhece essa prática cada vez mais comum: A investigação corporativa. Não sabe e nem desconfia o que seus empregadores fazem para garantir o bem-estar dos negócios e a boa reputação da empresa. E isto significa dizer: Investigar profundamente a vida de seus funcionários, fornecedores e clientes a fim de reduzir riscos de imagem.
As empresas estão cada vez mais preocupadas com o que seus colaboradores pensam e dizem publicamente. Isto quer dizer, saber se o colaborador está divulgando informações confidenciais de negócios, está envolvido em crimes prescritos em Leis, se tem dívidas públicas, se está envolvido com uso e tráfico de drogas, se cometeu fraudes ou crimes virtuais e etc. Com estas informações, empresas diligentes identificam candidatos incoerentes com suas Políticas de Compliance.
Para isto, utilizam-se de poderosos softwares de busca e rastreamento de informações e banco de dados públicos e privados, incluindo redes sociais e perfis públicos bem como informações relacionadas ao nome do sujeito investigado a fim de gerar um relatório de Diligência Devida. E, normalmente, estas informações completam mais do que duas páginas de um CV; completam toda a vida pública e “privada” do sujeito investigado.
E para quê serve a Due Dilligence?
Toda empresa é composta por contrato social e, se for aberta em bolsa, tem geralmente que seguir padrões estabelecidos por órgãos reguladores. Quando não, tem as prerrogativas inerentes do próprio negócio. No caso da empresa supramencionada, a área de marketing tinha feito uma campanha de apoio às famílias das vitimas do incêndio e, justamente, um de seus colaboradores, estava semeando outra imagem. O sujeito não sabia que sua vida pessoal era extensão da imagem da empresa onde trabalhava.
O processo de due diligence serve para proteger a empresa de riscos de imagem. Ou seja, proteger a empresa, suas marcas, produtos e serviços de exposição indevida, como escândalos, corrupção, fraudes etc. Isto afeta a qualidade dos negócios e a empresa pode até fechar as portas, depois de exposta indevidamente. Nada é tão nocivo para os negócios do que uma imagem desgastada publicamente. E isto inclui as ações e posturas dos empregados.
Isto, não quer dizer que o ambiente corporativo tornou-se uma espécie de ditadura, onde os funcionários não têm vida pública ou privada. Para empresas diligentes, a qualidade de vida dos seus empregados e seu bem-estar, estão em primeiro plano e fazem parte dos negócios. Garantir direitos e promover deveres faz parte de sua Política de Compliance no RH.
Geralmente, as empresas diligentes promovem campanhas afirmativas, promovendo e reforçando sua imagem, bem como à dos seus funcionários na sociedade onde vivem. Para isso promovem o engajamento dos mesmos em ações sociais, em debates políticos construtivos etc. E, faz parte desse processo, eliminar aqueles empregados que não têm diligência.
Profissionais diligentes buscam empresas diligentes.
No mercado de trabalho, existem aqueles profissionais que são comprometidos socialmente, guardam zelo por tudo o que dizem e defendem. Não porque sejam “tapados”; mas porque tem postura social. E isto se estende na vida virtual. Participam de debates interessantes, promovem ações sociais, estão engajados politicamente, defendem suas ideias com coerência e, sobretudo, respeitam seus semelhantes e promovem o bem social. Este tipo de profissional é mais assertivo na busca de empresas diligentes e é a joia da coroa daquelas que têm suas Políticas de Compliance na veia. Este tipo de profissional está apto a manter um relacionamento duradouro com o seu empregador, Justamente por ter afinidades com suas políticas.
Algumas perguntas a se fazer e conselhos quando se estar no mercado de trabalho e se quer descobrir se as ações são diligentes ou não:
· O que escrevo é construtivo para a maioria das pessoas? (Não. Então não corra risco de se expor)
· O que meus amigos, colegas e a sociedade pensam das minhas ações ou gestos? (desconfie sempre)
· Se eu visse alguém fazendo, eu o condenaria? (Não condene; mas não faça também)
· O que as pessoas em minha volta acham de tais ações? Elas a condenam, criticam-nas, se ofendem e etc? (Se fossem boas, ninguém as condenaria)
· O que meu empregador  acha dessas açõe? ( Observe sempre as políticas da empresa e siga-as à risca, elas são sua segurança, todos,  devem-nas satisfação)
· Devo expor terceiros nas minhas ações? (Nunca)
· Estou sendo minimamente respeitoso com as pessoas envolvidas? (deveria)
· Se alguém descobrir minha ações, reprsenta um mal para mim, para meus familiares e amigos? (Se sim, então está errado)
· O que faço é considerado proibido, ilegal, criminoso etc. (Então não faça se já sabe disso)
· Estou com dúvida, devo consultar alguém com mais experiência acerca da questão? (Sempre, é para isso que existem hieraquias)
· Meus filhos, o que acham disso? (Nem espere repostas, seja diligente)
· Minha ação prejudica direto ou indiretamente alguém? (Pense fundo)
· Estou convicto demais de que minhas ações estão certas, o que diz a maioria das pessoas acerca delas? (Siga o que a maioria diz. A Ética é uma virtude social e se há uma convenção é porque há menos margem de erros)
· Se eu as fizer escondendo-me ou mantendo-me no anonimato? (O anonimato é crime, seja você mesmo sempre e assuma-se responsavelmente)
Finalmente, evite dar opiniões publicamente ou em redes sociais que possam ofender pessoas, instituições e etc. Elas farão parte de sua história profissional, sobretudo se estiverem expostas em rede de profissionais. Se o fizer, o faça com fundamentações plausíveis e que sejam construtivas para a maioria das pessoas. Isto representa o futuro de sua carreira e o sucesso do seu bolso.
 

*Fabio de Freitas
É  criador e editor do Portal Lumturo Strigo Compliance Consulting.
Tem formação em Ciências Econômicas pela PUC-SP, fez Introduction au Marketing pela HEC MONTREAL é pesquisador de Governança Corporativa, Risco e Compliance. Tem vasta experiência com AML Compliance, KYC Procedure, Enhanced Due Diligence, Compliance, Mitigação de Riscos, Controles Internos, Governança Corporativa, Combate e prevenção a Corrupção, fraude, Lavagem de Dinheiro e Finaciamento do Terrorismo. lumturo.strigo@outlook.com
Todos os diretos reservados. Lumturo Strigo Compliance Consulting. Picture source: Google Picture Seach.







































sábado, 5 de janeiro de 2013

Estudo da KPMG mostra preocupação das empresas brasileiras em melhorar suas práticas

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KPMG 2/01/2013

Com base nas informações anuais dos Formulários de Referência de 250 empresas abertas, todos os 3 segmentos diferenciados de governança (Nível I, Nível II e Novo Mercado), bem como as 50 empresas mais negociadas no nível Tradicional, apresentaram avanços nas práticas de governança, mas ainda há espaço para melhorias

A sétima edição do estudo “A governança corporativa e o mercado de capitais brasileiro”, realizado pelo ACI - Audit Committee Institute da KPMG no Brasil, indica que as empresas listadas nos níveis diferenciados de governança da BM&FBovespa vêm se preocupando com as boas práticas de governança, destacando-se em: um maior número de conselhos de administração que realizam avaliação periódica e formal de seu desempenho e de seus membros; mais empresas possuindo o Comitê de Auditoria e o Conselho Fiscal; a existência de um Código de Ética e Conduta; e uma maior preocupação com a Gestão de Riscos. Os dados do estudo foram apurados com base nos Formulários de Referência preenchidos e tornados públicos pelas empresas de capital aberto agora em 2012, conforme instrução n° 480/2010 da CVM (Comissão Valores Mobiliários).

“É interessante perceber a constante melhoria das práticas de governança no Brasil, seja por razões regulatórias, seja por pressão dos investidores ou pela própria percepção das empresas sobre os benefícios na sua aplicação. Neste período, o nosso mercado de capitais não só amadureceu, como também se desenvolveu significativamente e, com certeza, a aplicação das boas práticas de governança corporativa tem uma contribuição extremamente importante para isto”, afirma Sidney Ito, sócio-líder da área de Risk Consulting da KPMG no Brasil e líder do ACI - Audit Committee Institute, responsável pelo estudo.

De acordo com o levantamento, as companhias indicaram ter maior atenção com exposição aos riscos. As respostas positivas à pergunta “A companhia possui uma política formal de gerenciamento de riscos de mercado, incluindo seus objetos, estratégias e instrumentos utilizados, entre outros?” evoluíram em quase todos os segmentos: de 52% para 53% entre as Tradicionais; de 74% para 80% nas de Níveis 1 e 2;  e de 90% para 100% nas com ADRs 2 e 3 (empresas brasileiras listadas nas Bolsas Norte-Americanas e já classificadas num dos grupos da BMFBovespa). A exceção ficou entre as empresas do Novo Mercado, que anotaram pequeno recuo nesse quesito, de 66% em 2010 para 63%, no ano passado.

Já em relação à adoção de Códigos de Ética e de Conduta, o avanço foi mais expressivo. Todas as companhias com ADRs 2 e 3 afirmaram possuir esse documento (em 2011, as respostas positivas somavam 90%). No Novo Mercado, 88% dispõem de um código específico (contra 57% em 2011); enquanto as companhias do segmento N1/N2 registraram evolução de 70% para 96% nesse quesito. Entre as empresas do mercado tradicional, as respostas positivas passaram de 44% para 60%.

Em relação à remuneração média anual paga a cada membro da diretoria executiva, o estudo apurou resultados díspares, de acordo com o enquadramento das companhias. De um lado, entre as empresas do novo mercado, houve aumento médio de 24,7% durante 2011 (para R$ 1,85 milhão), em comparação ao valor de 2010 (R$ 1,48 milhão); e para as companhias tradicionais foi anotada alta de 15,3% em 2011 (R$ 898 milhões) ante o ano anterior (R$ 779 milhões). Por outro, os vencimentos recuaram 8% entre as integrantes dos grupos N1 e N2 no ano passado (R$ 1,27 milhão) em relação ao resultado anterior (R$ 1,38 milhão); e também caíram 16,8% para os executivos das empresas com ADRs 2 e 3 em 2011 (R$ 1,98 milhão), ante 2010 (R$ 2,38 milhões).

Faturamento maior

Vale ressaltar que, na média, as empresas de capital aberto incluídas na análise tiveram aumento de faturamento em 2011, sendo que as companhias do Novo Mercado conseguiram os melhores resultados, com avanço de 46,3%. As companhias do Nível 1 (N1) e do Nível 2 (N2) de governança obtiveram, na média, o segundo melhor resultado, com aumento de 28,3% nas receitas líquidas. Já as empresa do mercado Tradicional de ações praticamente empataram em faturamento com 2010, com pequeno avanço de 0,6% anotado no ano passado. As companhias que emitem ADRs 2 e 3 no mercado norte-americano somaram aumento médio de 22,1% em 2011 na comparação com o faturamento do ano anterior.

De acordo com os dados apurados pelo estudo – que dividiu a análise em quatro grupos de empresas (todas as listadas nos Estados Unidos, com ADRs 2 e 3; ou na BM&FBovespa, sendo 54 com Níveis 1 e 2 em governança corporativa, 128 do Novo Mercado e 48 das 50 mais negociadas do segmento Tradicional, sem nível diferenciado de governança) – o faturamento médio por empresa foi de R$ 4,28 bilhões no ano passado entre as companhias do Novo Mercado (contra R$ 2,926 bilhões faturados em 2010); de R$ 13,108 bilhões nos segmentos N1 e N2 (R$ 10,218 bilhões em 2010); de R$ 9,461 bilhões no mercado tradicional (R$ 9,409 bilhões em 2010); e de R$ 35,967 bilhões entre aquelas com ADRs 2 e 3 (R$ 29,452 bilhões no ano anterior).

“Mais uma vez, reconhecemos algumas possíveis limitações metodológicas em relação aos resultados apresentados. Nosso estudo se propõe a coletar as informações disponíveis nos Formulários de Referência sem o objetivo de interpretar a veracidade desses dados. Dessa forma, identificamos novamente neste ano que muitas das práticas de governança das empresas não foram divulgadas, podendo caracterizar a falta de uma estrutura processual para coleta, resumo e apresentação dessas informações. Mesmo diante disso, consideramos o estudo um importante instrumento para a compreensão de como vêm evoluindo as estruturas e processos de governança adotados pelas companhias abertas do País”, explica Sidney Ito.

Este é o terceiro ano consecutivo que o estudo “A governança corporativa e o mercado de capitais brasileiro” tem como base as respostas das empresas aos Formulários de Referência requeridos pela CVM. Esses formulários têm representado uma fonte valiosa de informações ao mercado, divulgando, além das informações financeiras e do negócio, a estrutura e as práticas de governança das empresas abertas no Brasil.

Para ter acesso ao estudo completo, acesse o link.

Sobre a KPMG

A KPMG é uma rede global de firmas independentes que prestam serviços profissionais de Audit, Tax e Advisory presente em 156 países, com 152.000 profissionais atuando em firmas-membro em todo o mundo. As firmas-membro da rede KPMG são independentes entre si e afiliadas à KPMG International Cooperative ("KPMG International"), uma entidade suíça. Cada firma-membro é uma entidade legal independente e separada e descreve-se como tal.

No Brasil, a organização conta com aproximadamente 4 mil profissionais distribuídos em 20 cidades de 11 Estados e Distrito Federal.

Twitter: @KPMGBRASIL

Site: kpmg.com/BR

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Caixa suspende novos financiamentos à MRV por lista de trabalho escravo

REUTERS 02/01/2012

MVR trabalho escravo

SÃO PAULO, 2 Jan (Reuters) - A Caixa Econômica Federal suspendeu nesta quarta-feira a concessão de novos financiamentos à MRV Engenharia após uma das filiais da construtora mineira ter sido incluída em atualização de cadastro do Ministério do Trabalho de empregadores que tenham submetido funcionários a condições análogas às de escravo.

"A Caixa Econômica Federal informa que... suspendeu a recepção e contratação de novas propostas de financiamento de produção de empreendimentos com a referida empresa", informou o banco em nota.

Em comunicado pela manhã, a MRV afirmou que a inclusão --ocorrida na última semana de dezembro-- é referente a uma fiscalização conduzida em 2011, "em que foram identificadas supostas irregularidades promovidas por empresa terceirizada que prestava serviços para a MRV, a qual não trabalha mais para a companhia desde 2011".

Segundo informações do Ministério do Trabalho, em fiscalização realizada no início de 2011 foram resgatados 11 trabalhadores que atuavam na obra do Edifício Spazio Cosmopolitan, em Curitiba (PR).

"A MRV contratou parte dos trabalhadores por intermédio de empresas empreiteiras fornecedoras de mão de obra (terceirização ilícita), dentre as quais a V3 Construções, objeto da ação fiscal e flagrada mantendo trabalhadores em regime de escravidão contemporânea", informou a assessoria do Ministério.

Os 11 autos de infração lavrados em desfavor da MRV incluem ausência de registro dos trabalhadores, alojamento sem condições adequadas de conservação, higiene e limpeza, e ausência de local para refeições no canteiro de obras e de instalações sanitárias.

Em agosto passado, a MRV já havia tido dois projetos incluídos na lista do Ministério do Trabalho: Residencial Parque Borghesi, em Bauru, e Condomínio Residencial Beach Park, em Americana, ambos no interior de São Paulo.

Na ocasião, a Caixa, que é signatária do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil, também suspendeu a concessão de novos financiamentos.

Em setembro, a empresa obteve liminar em mandado de segurança junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para ter seu nome retirado do cadastro. 

A MRV é uma das principais parceiras da Caixa e a maior repassadora de recursos do programa "Minha Casa, Minha Vida", do governo federal, cuja segunda fase prevê 2,6 milhões de moradias contratadas até 2014.

As operações da companhia já contratadas junto à Caixa não serão suspensas, segundo o banco.

As ações da construtora e incorporadora caíram 2,75 por cento, enquanto Ibovespa subiu 2,62 por cento.

No comunicado desta quarta-feira, a companhia informou estar tomando medidas e ações cabíveis para promover a exclusão de seu nome do cadastro "e prestar os devidos esclarecimentos necessários junto aos órgãos competentes e ao mercado em geral".

Para ter o nome retirado do cadastro de trabalho escravo, o Ministério impõe como condição o monitoramento direto ou indireto por dois anos para "verificar a não reincidência na prática do trabalho escravo e o pagamento das multas resultantes da ação fiscal".

Além de responderem a processos, os empregadores incluídos na lista perdem o direito a financiamentos privados e públicos, o que inclui recursos providos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No final da tarde, a MRV informou que sua subcontratada V3 Construções assumiu todos os compromissos para a regularização das condições de trabalho de seus operários.

"Assim sendo, a MRV não foi diretamente responsabilizada pelo fato que gerou a sua inclusão no cadastro do Ministério do Trabalho e Emprego", afirmou o comunicado.

(Por Vivian Pereira, com reportagem adicional de Aluísio Alves)

sábado, 22 de dezembro de 2012

Compliance: Cultura que gera valor.

Compliance Cultura que gera valor

Por Fabio de Freitas

Neste sentido, Compliance é uma Cultura Corporativa de geração de valor e não um sujeito sem predicações.

 

Outro dia li numa rede social uma sugestão de que Compliance seria “o guarda costas da alta administração”. A definição não fora muito apropriada, tanto por se tratar de uma visão superficial do que vem a ser Compliance, quanto pela possibilidade de se criar uma subordinação – quase sempre real no mundo corporativo – das ações de Compliance à alta administração.

Ensejando o embargo da questão, coloquemos alguns pontos a fim de esclarecer possíveis equívocos de interpretação, comuns no mercado onde a figura de Compliance apresenta-se quase sempre sob um prisma distorcido, tanto de quem a promove quanto de quem depende de suas orientações.

Utilizando-se da sugestiva de que “o Compliance é o guarda costas da alta administração”, nota-se primeiramente que negar essa hipótese por erros de semântica parece coerente, por duas razões:

A primeira delas se dá, porque Compliance não é uma pessoa. Portanto não pode ser definido como um substantivo masculino e nem pode assumir papéis numa corporação como se fosse um sujeito sem predicações, ou pelo menos não deveria fazê-lo, embora saiba-se que em sociedades limitadas quase sempre prevalece a opinião do sócio majoritário. Para negação da hipótese, subjazer-se que em sociedades anônimas há certo grau de maturidade no que concerne a aceitação de padrões éticos com níveis de qualidade superiores.

Neste contexto, Compliance significa manter a corporação dentro dos padrões de conduta exigidos pelos órgãos reguladores e, parte deste princípio, garantir – inclusive para a alta administração – tais padrões de conformidade a fim de mitigar riscos de exposição, sanções e prejuízos, tanto para corporação, quanto para os agentes e a sociedade. Com isto, Compliance deve atender aos interesses da corporação dentro e fora de suas fronteiras de negócios e graus hierárquicos, a fim de garantir padrões de conformidade que satisfaçam exigências globais, bem como assumir e promover a missão de criar valor para a corporação e para sociedade como um todo.

Desta exigência é que Compliance não deve ser entendido como um suporte à alta administração; mas parte desta e a envolve com as mesmas obrigações que qualquer colaborador ou agente de negócios tem dentro e fora da companhia. Isto porque, como já dito, Compliance não significa somente seguir padrões estabelecidos pelo colegiado da empresa; mas garantir a conformidade com aqueles que, sob imposição de terceira ordem, podem inferir negativamente nos negócios e colocar a corporação em riscos, sejam eles de sanções, exposição indevida e prejuízos outros que possam de algum modo afetar o maior patrimônio que qualquer corporação séria preza: A confiança dos steakeholders.

A segunda razão vem do fato de que Compliance não deveria ser interpretado a partir dos jargões ouvidos por aí que denotam uma figura muitas vezes demasiadamente interessante; mas quase sempre com um aspecto vilão dentro da corporação, cuja ação principal é causar medo aos colaboradores.

Muito se escutam os dizeres “cuidado com os caras de compliance”, ou, como sugere o debate “guarda costa da alta administração” ou ainda, um departamento repressor das estratégias de negócios, gerador de custos e proibitivo, como se apresentam e são tachadas muitas unidades de Compliance de empresas renomadas.

Compliance, no entanto, nada mais é do que a Cultura Institucional que gera processos e ações que criem valores para a empresa, para seus agentes e para a sociedade a partir da aderência às normas e padrões de negócios pré-estabelecidos. Neste sentido, Compliance é toda ação que gera valor – presente e futuro – por meio da conformidade com padrões, normas, Leis, tratados e acordos entre agentes de interesses comuns. Isto é, cultura que zela pelo presente e busca garantir o futuro, evitando prejuízos de ordem maior, por meio da conformidade.

É esta especificidade de Compliance que solicita cada vez mais das corporações a transparência nos negócios e que exige que essas busquem sua gestão de forma transversal, garantindo o envolvimento de todos na percepção e correção de falhas que possam trazer danos financeiros e morais, não somente para empresa, mas para toda a sociedade. Neste sentindo, Compliance é uma Cultura Corporativa de geração de valor e não um sujeito sem predicações.

Picture source: http://www.flickr.com/photos/oenvoyage/

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Crise financeira Bancos suíços na linha de mira

Por Matthew Allen, swissinfo.ch
21. Dezembro 2012 - 11:00
swissbanking042-31366174Depois de um ano difícil, os dois maiores bancos da Suíça, o UBS e o Credit Suisse, adotaram estratégias divergentes para minimizar o risco de danificar a economia suíça para se manter competitivo no mercado global.
Ambos os bancos estão na corda bamba, entre um abismo de regulamentações, de um lado, e um abismo de prejuízos e oportunidades perdidas, do outro. Acionistas, concorrentes e governos só esperam a hora certa para atacar.A partir de meados da década de 1990, os dois rivais convergiram progressivamente para uma estratégia semelhante que drenava capitais de seus redutos consagrados para construir suas divisões de banco de investimento.Com isso, as duas maiores instituições financeiras da Suíça acabaram caindo na mesma arapuca dos ganhos fáceis que a maioria dos grandes bancos mundiais. Os últimos quatro anos não ajudaram em nada na reputação dos gigantes suíços. O UBS tem sido assolado por uma série de escândalos de evasão fiscal que acabaram provocando até o fim do sacrossanto sigilo bancário suíço. O golpe de misericórdia pode vir agora após o escândalo da manipulação da taxa Libor e uma série de negociações fraudulentas realizadas por seus colaboradores.O Credit Suisse também foi implicado, em menor grau, nos dois escândalos, mas tem enfrentado críticas por não ter capitalizado sua vantagem em relação a seu principal rival.
O outono europeu de 2012 trouxe uma reviravolta, com novas estratégias que colocam ambos os bancos em um curso futuro diferente.O UBS anunciou o desmantelamento de suas operações de banco de investimento para se concentrar na gestão de ativos.Já o Credit Suisse pretende reduzir significativamente o risco dos ativos de investimento, mas continua mantendo todas as linhas do negócio, incluindo aquelas que apostam dinheiro próprio do banco em negócios mais arriscados. A única concessão foi uma reorganização que deu a entender uma possível separação dessas operações de risco do resto do grupo.A autoridade suíça que supervisiona o mercado financeiro do país, a Finma, se recusou a dizer qual o caminho que ela prefere. No entanto, Mark Branson, responsável do órgão no setor dos bancos, apoiou a emergência de estratégias divergentes."De certa forma é estimulante ver que os bancos de investimento mundiais estão tomando decisões mais diferenciadas do que no passado", disse à swissinfo.ch."Uma das lições da crise é que todos os bancos de investimento foram expostos a produtos contaminados. Se você aplica uma estratégia do "eu também" você pode acabar muito exposto quando os mercados se voltam contra você."

Competitividade
A ação dos dois bancos parece ter aplacado o BNS, o banco central suíço. Segundo o vice-presidente da instituição, Jean-Pierre Danthine, a situação teria "melhorado" em ambos os bancos, particularmente no Credit Suisse."Ambas as instituições estão planejando expandir ainda mais seu capital de absorção de perdas para reduzir seus riscos e, principalmente, aparar seus balanços, bem como prosseguir uma política de contenção de dividendos", disse Danthine.No entanto, o vice-presidente do BNS alerta que os bancos podem sofrer grandes prejuízos se crise europeia piorar.Os investidores deram um sinal muito claro sobre qual estratégia eles consideram melhor. As ações do UBS dispararam com a notícia do plano radical do banco, enquanto que as do Credit Suisse despencaram após o comunicado do banco.Como estas instituições enfrentarão seus rivais internacionais ainda é uma incógnita. As regras "Swiss finish", que entram em vigor em 1° de janeiro, obrigam que UBS e Credit Suisse mantenham reservas de capital muito maior do que o padrão internacional, o que coloca a dupla suíça em desvantagem competitiva.

Volatilidade
A Federação dos Bancos Europeus pediu que a implementação das normas do acordo Basileia III - que entram em vigor em 1° de janeiro de 2013 - fossem adiadas por um ano para dar mais tempo aos bancos para se preparar. Os EUA já anunciaram um atraso de seis meses.Apesar das normas "Swiss Finish" serem mais exigentes do que o padrão internacional, o fato dos bancos suíços saberem exatamente o que é exigido deles poderia dar-lhes uma vantagem competitiva sobre os rivais internacionais, de acordo com os observadores. Isso pelo menos dá ao UBS e ao Credit Suisse maior certeza sobre o futuro, permitindo colocar suas estratégias em ação.Ambos os bancos estão no caminho certo para cumprir as exigências da nova regulamentação, embora a estratégia do UBS torne mais fácil para o banco satisfazer os requisitos de capital.A insistência do Credit Suisse no setor de investimento não surpreende os analistas, já que o banco depende mais desse setor. No entanto, permanecem dúvidas sobre a estratégia do Credit Suisse para liderar os bancos de investimento, dada a volatilidade contínua desse negócio.
Matthew Allen, swissinfo.chAdaptação: Fernando Hirschy
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Não é preciso ser herói para se garantir a Governança; muitos menos vilão para manter-se no poder.

Ethicsbooks

Mesmo que a santidade ética e moral do ocidente tenha um viés pecaminoso, há de se convir que chegou o momento dela torna-se economicamente viável como sugere Berman. Talvez, o momento de se mensurar seu valor, tornando-a um ativo financeiro.


Na ultima semana, dois prefeitos de duas grandes cidades canadenses abandonaram seus postos depois de mais de vinte anos à frente das prefeituras de Laval e Montreal. Reconhecidos e aplaudidos mundialmente por seus exemplos de Governança, os prefeitos Gérald Tremblay de Montreal e Gilles Vaillancourt de Laval, foram acusados na Comissão Charbonneau ,que investiga crimes de corrupção no setor de construção civil, de participarem de um grande esquema de corrupção com a máfia italiana que domina o setor de Construção no Québec, província francesa daquele país.

No calor dos fatos, o jovem filósofo Dominic Martin, pesquisador do Center for Ethics of University of Toronto, faz uma análise contextual e filosófica, no Le Devoir, com a qual concordo e compartilho: Por mais que façamos esforços e trabalhemos para combatê-la, a corrupção sempre existirá em qualquer circunstância. Não é porque o Canada é um dos países com os mais elevados padrões de Governança do Mundo que a corrupção não bate à porta ou está escondida sob o tapete da moral estabelecida. Ela está em toda parte. Em alguns lugares, menos visível; em outros, escancarada.

Para o filósofo, “a corrupção, em outras palavras, justapõem-se num contexto competitivo; sobretudo, quando um sujeito permanece muito tempo no poder. Este contexto favoriza atos corruptos, sobremaneira.” Vale recordar Marshall Berman, quando analisa” a metamorfose dos valores”, onde diz de maneira sobrenatural que, "as velhas formas de honra e dignidade não morrem, são, antes, incorporadas ao mercado, ganham etiquetas de preço, ganham nova vida, em fim, como mercadorias. Com isso, qualquer espécie de conduta humana se torna permissível no instante em que se mostra economicamente viável”. Neste sentido, não é de estranhar que a ética consolidada do ocidente, torne-se a base para ações corretivas do mercado nem que as sanções tornem-se algo quase que exemplares.

Muito embora, saiba-se que no mundo dos negócios a competitividade possa levar às distorções de caráter e os descumprimentos de padrões  garantam certas vantagens aos corruptores; os princípios consensuais estabelecidos devem garantir minimamente as contrapartidas morais.

André Comte-Sponville, discorda. “Não há moral na Aritmética, não há moral na Física, não há moral na Meteorologia... Por que haveria moral na Economia?” A resposta para uma questão tão complexa como esta, parece-me simples: Porque o ser humano é o único entre as espécies, capaz de refletir seus atos e ponderar suas escolhas. Diria, utilizando-me das palavras do Professor Marcos Fernandes “os agentes, além de adaptativos; são, sobretudo, reativos”. Ou seja, esses dois comportamentos, pressupõem o pensar, inerente ao Homem.

A questão que se apresenta pertinente é se, o Homem do século XXI, será capaz de abrir mão daquele modelo de poder, imposto por Maquiavel e, reativamente, buscará soluções de conflitos e competitividade mais amistosas, cujos benefícios sejam globais? Não é preciso ser herói para se garantir a Governança; muito menos vilão para manter-se no poder. Mesmo que a santidade ética e moral do ocidente tenha um viés pecaminoso, há de se convir que chegou o momento dela torna-se economicamente viável como sugere Berman. Talvez, o momento de se mensurar seu valor, tornando-a um ativo financeiro. Quando isto de fato acontecer, o Príncipe de Maquiavel não terá significância alguma, quanto mais às indagações provocativas de Comte-Sponville.

*Fabio de Freitas é estudante de Economia da PUC-SP e editor dos portais Lumturo Strigo Compliance Consulting e Gentes Microfinanças.




sábado, 10 de novembro de 2012

Estudo aponta problemas de empresas brasileiras

DAYANNE SOUSA - Agencia Estado
engrenagemSÃO PAULO - Estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) aponta fraquezas nas práticas de governança corporativa de empresas brasileiras. Os pesquisadores utilizaram informações de documentos das próprias empresas (como os Formulários de Referência, Anuários de GC, sites corporativos e estatutos). No documento Emissão de Títulos e Governança Corporativa no Brasil: uma Análise Multicasos, apresentado nesta quarta-feira durante seminário da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo, as companhias brasileiras ficaram abaixo do benchmarking considerado pela Cepal.
Foram analisadas seis empresas: Petrobras, Bradespar, DASA, Klabin, Lupatech e Inepar. A pesquisa foi realizada em parceria com o Banco de Desarrollo de America Latina (CAF) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O trabalho coordenado por Georgina Núñez e Andrés Oneto propôs uma série de questões sobre os conselhos de administração, comitês de auditoria, comitês de investimentos em ativos financeiros, comitês de financiamento corporativo e comitês de riscos. Com uma resposta afirmativa às perguntas, a empresa recebia pontuação 1 e, com uma resposta negativa, a pontuação era 0. Foram consideradas questões como: "o Conselho de Administração tem, no mínimo, 50% de conselheiros externos?" ou "o presidente do Comitê de Riscos é um conselheiro independente?"
"De forma geral, os índices das empresas brasileiras investigadas estão muito distantes do benchmarking", concluiu o estudo. Para um valor máximo de dez, o maior obtido na amostra do Brasil foi 2,52, enquanto o valor médio foi 1,79.
Os pesquisadores da Cepal concluem que existe "a necessidade de aumentar a adoção de mais comitês em empresas brasileiras, em especial, os comitês de investimentos em ativos financeiros, de financiamento corporativo e de riscos". Segundo o documento, "isso tenderia a diminuir o risco de emissão de dívida".
Na análise individual das empresas estudadas, o documento da Cepal avalia que a estrutura de governança corporativa da Petrobras é " mais robusta do que as demais", mas considera que "este resultado também não pode se dissociado do seu maior porte empresarial, o que acaba estimulando o aprimoramento das práticas de GC e da gestão do risco".
"A Bradespar também emitiu títulos com baixo risco de crédito", diz o estudo. "A empresa resgatou suas debêntures de forma antecipada e não foram identificados problemas com os seus debenturistas". A Cepal destaca, porém, que a organização "não possui comitês instalados e, portanto, não tem uma comissão específica e formal para tratamento de seus riscos, suas finanças e os aspectos pertinentes à auditoria".
Sobre a DASA, a pesquisa da Cepal diz que "não foram identificados indícios de problemas com os detentores de seus títulos de dívida, apesar de a empresa ter enfrentado problemas de GC, em particular no que tange às transações com partes relacionadas".
Para a Lupatech, o estudo faz uma recomendação: "O estabelecimento de comitês auxiliares na gestão de riscos, de processos internos e da área financeira, bem como a preconização de todas as melhores práticas de GC poderia subsidiar melhores decisões na entidade e fornecer informações mais consistentes aos investidores".
No que diz respeito a Klabin, o documento destaca que "a empresa foi obrigada a alienar alguns ativos e a buscar outras formas de melhorar o seu desempenho econômico-financeiro". "A empresa não tem comitês relacionados ao risco, finanças e auditoria em sua estrutura e, a exemplo das demais, poderia ter seus problemas atenuados com a utilização de tais recursos", acrescenta o texto.
A Inepar, diz o texto, "apresentou problemas evidentes com o cumprimento de suas obrigações". "A sua demorada reestruturação, bem como a crise que enfrentou, fez com que a empresa renegociasse as suas dívidas e incorresse em default. A sua estrutura de GC poderia ser melhorada, com a utilização dos benefícios da criação de determinados comitês que, até então, não existem na empresa", afirma o estudo da Cepal.

Acesse o Estudo na Integra : Gobernanza corporativa en el Brasil, Colombia y México:La determinación del riesgo en la emisión de instrumentos de deuda corporativa








domingo, 4 de novembro de 2012

Lista aponta 10 ‘práticas de corrupção’ comuns no dia a dia do brasileiro

Mariana Della Barba

Da BBC Brasil em São Paulo
Atualizado em  4 de novembro, 2012 - 07:54 (Brasília) 09:54 GMT
  Protesto AFP
Protesto anti-corrupção em Brasília: especialista avalia que jovens estão mais conscientes
Quase um em cada quatro brasileiros (23%) afirma que dar dinheiro a um guarda para evitar uma multa não chega a ser um ato corrupto, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais e o Instituto Vox Populi.
Os números refletem o quanto atitudes ilícitas, como essa, de tão enraizados em parte da sociedade brasileira, acabam sendo encarados como parte do cotidiano.
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"Muitas pessoas não enxergam o desvio privado como corrupção, só levam em conta a corrupção no ambiente público", diz o promotor de Justiça Jairo Cruz Moreira.
Ele é coordenador nacional da campanha do Ministério Público "O que você tem a ver com a corrupção", que pretende mostrar como atitudes que muitos consideram normal são, na verdade, um desvirtuamento ético.
Como lida diariamente com o assunto, Moreira ajudou a BBC Brasil a elaborar uma lista de dez atitudes que os brasileiros costumam tomar e que, por vezes, nem percebem que se trata de corrupção.
  • Não dar nota fiscal
  • Não declarar Imposto de Renda
  • Tentar subornar o guarda para evitar multas
  • Falsificar carteirinha de estudante
  • Dar/aceitar troco errado
  • Roubar TV a cabo
  • Furar fila
  • Comprar produtos falsificados
  • No trabalho, bater ponto pelo colega
  • Falsificar assinaturas
"Aceitar essas pequenas corrupções legitima aceitar grandes corrupções", afirma o promotor. "Seguindo esse raciocínio, seria algo como um menino que hoje não vê problema em colar na prova ser mais propenso a, mais pra frente, subornar um guarda sem achar que isso é corrupção."
Segundo a pesquisa da UFMG, 35% dos entrevistados dizem que algumas coisas podem ser um pouco erradas, mas não corruptas, como sonegar impostos quando a taxa é cara demais.

Otimismo

Mas a sondagem também mostra dados positivos, como o fato de 84% dos ouvidos afirmar que, em qualquer situação, existe sempre a chance de a pessoa ser honesta.
A psicóloga Lizete Verillo, diretora da ONG Amarribo (representante no Brasil da Transparência Internacional), afirma que em 12 anos trabalhando com ações anti-corrupção ela nunca esteve tão otimista - e justamente por causa dos jovens.
"Quando começamos, havia um distanciamento do jovem em relação à política", diz Lizete. "Aliás, havia pouco engajamento em relação a tudo, queriam saber mais é de festas. A corrupção não dizia respeito a eles."
No Rio, manifestantes defendem "limpeza" no governo
"Há dois anos, venho percebendo uma grande mudança entre os jovens. Estão mais envolvidos, cobrando mais, em diversas áreas, não só da política."
Para Lizete, esse cenário animador foi criado por diversos fatores, especialmente pela explosão das redes sociais, que são extremamente populares entre os jovens e uma ótima maneira de promover a fiscalização e a mobilização.
Mas se a internet está ajudando os jovens, na opinião da psicóloga, as escolas estão deixando a desejar na hora de incentivar o engajamento e conscientizá-los sobre a corrupção
"Em geral, a escola é muito omissa. Estão apenas começando nesse assunto, com iniciativas isoladas. O que é uma pena, porque agora, com o mensalão, temos um enorme passo para a conscientização, mas que pouco avança se a educação não seguir junto", diz a diretora. "É preciso ensinar esses jovens a ter ética, transparência e também a exercer cidadania."

Políticos x cidadão comum

Os especialistas concordam que a corrupção do cotidiano acaba sendo alimentada pela corrupção política.
Se há impunidade no alto escalão, cria-se, segundo Lizete, um clima para que isso se replique no cotidiano do cidadão comum, com consequências graves. Isso porque a corrupção prejudica vários níveis da sociedade e cria um ciclo vicioso, caso de uma empresa que não consegue nota fiscal e, assim, não presta contas honestamente.
De acordo com o Ministério Público, a corrupção corrói vários níveis da sociedade, da prestação dos serviços públicos ao desenvolvimento social e econômico do país, e compromete a vida das gerações atuais e futuro.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

PF prende 6 por sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em SP

carros

Quadrilha usava igreja de fachada para crimes contra sistema financeiro. Servidores públicos subtraíam processos da Receita em troca de comissão

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (31), uma operação para desarticular uma quadrilha especializada em lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e subtração de procedimentos fiscais da Receita Federal. Foram cumpridos seis mandados de prisão, sendo dois de prisão preventiva e quatro de prisão temporária, e 12 mandados de busca e apreensão na capital paulista, em Atibaia e Valinhos, no interior. O grupo utilizava uma igreja de fachada para cometer crimes contra o sistema financeiro.

A investigação da Operação Lava-Rápido começou em março deste ano após a constatação de que uma igreja de fachada havia movimentado em suas contas quase R$ 400 milhões em operações financeiras. Segundo a Polícia Federal, a empresa jamais teve existência física e foi criada por gozar de imunidade tributária, o que diminuiria as probabilidades de fiscalização.

"As investigações começaram com fatos que ocorreram entre 2008 e 2010, dando conta principalmente de uma empresa de fachada constituída como associação religiosa que movimentou, nesse período, cerca de R$ 400 milhões. Essa empresa não existia efetivamente, era constituída em nome de laranjas, mas tinha contas bancárias para movimentar altos valores de dinheiro", disse o delegado Isalino Giacomet, coordenador da operação.

De acordo com a apuração da Polícia Federal, o procurador que movimentava as contas bancárias da igreja, além de cometer crimes financeiros e de lavagem de dinheiro, também tinha vínculos com um ex-agente fiscal de rendas, com quem passou a atuar a partir do primeiro semestre de 2012.

Processos eram subtraídos da repartição pública (Foto: Divulgação/Polícia Federal)Processos eram subtraídos da repartição pública
(Foto: Divulgação/Polícia Federal)

Em um dos modos de atuação do grupo, empresas de fachada, como a igreja, eram criadas para que atuassem ficticiamente, recebendo recursos de empresas reais e depois remetendo os valores para o exterior de maneira ilegal. No segundo modo de atuação, o grupo trabalhava para empresas devedoras do fisco estadual, que já haviam sido autuadas ou que haviam tido seus recursos administrativos julgados improcedentes. Eles contavam com a colaboração de servidores públicos vinculados à área tributária, que subtraíam os procedimentos fiscais da repartição pública e apagavam seus registros dos sistemas de informática.

Segundo a Polícia Federal, os processos eram levados escondidos em bolsas ou mochilas dos servidores públicos. Depois, eram entregues aos chefes da quadrilha, que os entregavam para os empresários envolvidos. De acordo com a polícia, há evidências de que cada procedimento continha valores de multas fiscais que variavam entre R$ 1 milhão e R$ 35 milhões. Ao menos três processos desaparecidos foram identificados durante as investigações da PF. Com o sumiço processual na fase em que não há mais recursos legais por parte da empresa condenada, a cobrança é inviabilizada.

Dos seis detidos, três eram servidores públicos, um era prestador de serviços do estado, um era ex-agente fiscal de rendas e o outro era empresário. Além das prisões, foram apreendidos 14 veículos, cinco procedimentos fiscais de pessoas jurídicas e um de pessoa física, US$ 30 mil  e R$ 100 mil.

De acordo com o delegado Giacomet, os presos responderão por crimes contra o sistema financeiro, subtração de processos, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, falsidade ideológica e sonegação fiscal, cujas penas somadas podem atingir 28 anos de prisão.

Segundo estimativas realizadas durante as investigações da Polícia Federal, o prejuízo total à União e ao estado de São Paulo pelo não recolhimento dos tributos devidos e pelas fraudes detectadas podem passar de R$ 150 milhões ao ano.

Fonte: G1.com

domingo, 7 de outubro de 2012

Today I bought Dracula by Bram Stoker

748_mensalao_ricardo
Tomorrow those that still live in Brazil have got to vote and choose the mayor to theirs cities. I live in Sao Paulo and it would be a pleasure to enforce the value of my citizenship and choose whom  I consider  the best politician to conduct one of the most important and complex social clusters of the world. But there is no option.
Sao Paulo is the fourth biggest city within the five ones identified as the greatest possibilities for business and for the sustainable development. With about 12M of inhabitants this city has to face big challenges through the next fifty years.
As someone that worked in an important task force to buy the best services and products with good prices for this city, I saw how difficult it is to end  with the mafia system of Sao Paulo City Hall.
The suppliers finance the politicians just to ensure the future of corruption scheme and stabilize the prices over the highest level of global prices and gain with extraordinary profit the bidding contracts. On the other hand, when some due diligence is made to identify the beneficial owners of those companies that own the bidding contracts, a big surprise is revealed: The owners are the same politicians that manage the city as secretaries and sometimes as the own mayor. They use a lot of front companies to hide their faces through what is known as “XY Participações Ltda” that has a percentage of many other companies that in the end of a chain are the companies that have the millionaire bidding contracts.
I was thinking all day long, I ended up looking for nothing on the online newspaper when, suddenly, I found an interesting picture (above) of the ministers of Brazilian Supreme Court Joaquim Barbosa and Ricardo Lewandowski, both judging the scheme of corruption called 'Mensalão", – the first one as adjudicator and the second as proof reader – that showed me clearily what hell situation we are living in Brazil.
At the same time, I remembered that today I bought the book Dracula written by Bram Stoker and there was no other philosophical thinking to explaining this catastrophic situation beyond but to associate, satirely, the Brazilian's ethic context with the literal universe of Count Dracula and compare him with Lewandowiski and the defenders of corruption. And I wrote then:
There couldn't be a better moment to read Dracula’s special edition in leather cover and printed in China, of course. "Joaquim, I will drink your noble black blood !" Said the Count Dracula aka Lewandowski.
 748_mensalao_ricardo
By Fabio de Freitas







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