Gouvernance, Risques et Conformité * Governance, Risk & Compliance * Governança, Risco e Compliance * Lutte contre les crimes économiques.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Compliance com os Consumidores: Uma relação imperativa no mundo das redes sociais.
Cuidado, Diligência é o Compliance do seu bolso.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Tiara e Poderes do Papa: O modelo de Governança da Igreja ainda inspira lideranças?
Por: Pedro Ribeiro de Oliveira Sociólogo da PUC-MG
Esse modelo organizativo que moldou também a burocracia estatal, o exército, e as empresas privadas desde o século XIX vem sendo substituído por outro modelo, mais flexível e ágil: a organização em rede…
(Juiz de Fora ) A inesperada renúncia do Papa Bento XVI abre o processo que elegerá seu sucessor no pontificado. Durante séculos constou da cerimônia de inauguração do pontificado a tiara: ornamento de cabeça com três coroas superpostas. De origem medieval, a tiara simboliza a conjunção de três poderes. Ao ser coroado, o Papa recebia a tiara como símbolo de tornar-se então “Pai de Príncipes e Reis, Pastor de toda a Terra e Vigário de Jesus Cristo”. O último papa a colocá-la na cabeça foi Paulo VI, que em 1963 a depositou aos pés do altar para não mais ser usada. Desapareceu assim o antigo símbolo do poder temporal dos papas.
Acabou-se o símbolo, com certeza, mas não os poderes temporais. Embora o papa não consagre chefes de Estado, não comande exércitos nem dirija alguma corporação transnacional, ele continua a exercer poderes que não são insignificantes. Sem alarde e sempre alegando servir a Igreja, os últimos papas conservaram os principais poderes que a tradição medieval lhe atribuiu.
Em primeiro lugar, o papa dispõe de uma importante instituição financeira: oInstituto para as Obras de Religião, que funciona como banco a serviço da Santa Sé. Por gozar do privilégio de extraterritorialidade, essa instituição pode fazer aplicações de capital em diferentes campos da economia sem submeter-se ao controle externo de suas atividades. Isso dá ao papa considerável poder econômico, pois ainda que viessem a faltar as contribuições voluntárias dos fiéis, os rendimentos dessas aplicações financeiras permitiriam manter a Santa Sé em funcionamento por muito tempo.
Outro poder oriundo da tradição medieval é a condição de chefe de Estado. O Vaticano é um território minúsculo, comparado aos antigos Estados Pontifícios, mas dá ao papa o comando sobre o corpo diplomático da Santa Sé, que é tido como um dos mais competentes e eficientes do mundo. Formados pela Pontifícia Academia Eclesiástica, os núncios apostólicos e seus auxiliares representam a Santa Sé em quase todos os Países do mundo e junto aos principais organismos internacionais. Sua função não é apenas diplomática mas também eclesiástica, pois as nunciaturas são o veículo normal das informações confidenciais entre a Secretaria de Estado e os bispos de um país, e por elas passam as denúncias de irregularidades nas igrejas locais. Independentemente da quantidade de católicos residentes no país, a representação diplomática da Santa Sé tem status de embaixada e em muitos países o núncio exerce a função de decano do corpo diplomático.
Outro poder de grande importância é a nomeação de bispos. Também herança medieval, quando havia grande interferência de reis e príncipes na escolha de bispos para dioceses situadas em áreas sob sua jurisdição. Para proteger aquelas dioceses contra nomeações que atendessem antes aos interesses dos governantes do que às necessidades pastorais da igreja local, o papa reservou-se o direito de eleição dos bispos. Hoje em dia a laicidade do Estado impede a interferência do poder político na escolha de bispos, e a situação inverteu-se: em vez de salvaguardar o direito de a igreja local escolher seu bispo, a escolha do candidato pelo papa volta-se contra ele. As nomeações episcopais são regidas pela lógica da cúria romana e não pelas necessidades da igreja local. Isso não significa, é claro, que a cúria romana desconheça as igrejas locais, mas seu conhecimento depende da eficiência dos canais de informação disponíveis. Além disso, como todo ocupante de cargo de direção presta contas primeiramente a quem o elegeu, os bispos se sentem obrigados a seguir a orientação vinda de Roma mesmo quando ela não condiz com a realidade de sua igreja particular. E isso, sem dúvida, só faz aumentar a centralização do poder romano.
Apontados esses três poderes papais, como três coroas de uma tiara, cabe refletir sobre o significado da renúncia dos últimos quatro papas ao uso da tiara. Renunciaram apenas a um ornamento bizarro[1] ou a certos poderes que hoje mais impedem do que favorecem a missão evangelizadora da Igreja?
Os três poderes acima enunciados – poder econômico, poder de Estado e poder eclesiástico – favorecem uma forma de organização centralizada e piramidal, na qual a cúpula tem o controle de todas as instâncias intermediárias até as bases. Esse modelo organizativo que moldou também a burocracia estatal, o exército, e as empresas privadas desde o século XIX vem sendo substituído por outro modelo, mais flexível e ágil: a organização em rede, que tornou caduca a organização piramidal, hoje incapaz de assegurar uma governança eficiente.
Não é, porém, por ter saído de moda que o modelo centralizado e piramidal adotado pela Igreja católica romana deve ser criticado, pois há coisas fora de moda que continuam boas – como o casamento monogâmico, por exemplo. O poder centralizado e piramidal merece ser criticado é porque dificulta o exercício da autoridade: a capacidade de mobilizar pessoas apenas pela força moral de quem as lidera. Aí, sim, reside o fulcro da questão.
Os clássicos da sociologia – E. Durkheim, K. Marx e M. Weber – perceberam que a força histórica e social da religião reside em sua capacidade de moldar – pela convicção, não pela coerção – o comportamento humano e assim formar o “clima moral” de uma sociedade. É na ação molecular, de base (as múltiplas atividades pastorais de comunidades, movimentos e congregações religiosas) que reside a força social da Igreja. Sem essa capilaridade pastoral, os pronunciamentos do papa – e dos bispos, pode-se acrescentar – seriam mera retórica. Se o papa e os bispos querem ter força moral, é hora de renunciar aos poderes temporais. Ai reside um grande desafio ao sucessor de Bento XVI.
Uma Igreja que anuncia e constrói o Reinado de Deus no mundo atual – afinal esta é sua perene missão, reafirmada no Concílio Ecumênico de 1962-65 – deve renunciar ao poder econômico, à diplomacia e à organização piramidal, para tornar-se uma Igreja capaz de dialogar com o mundo como fazia Jesus: com autoridade moral e testemunho de amor – preferencialmente aos pobres e às pessoas socialmente desprotegidas. Que o próximo papa deixe a tiara no museu do Vaticano e com ela os poderes temporais herdados dos tempos medievais. Será bom para o Papa, para a Igreja católica e para o mundo todo.
Juiz de Fora – MG, 11/ fevereiro. 2013
[1] (se você quiser ver tiaras e outros ornamentos papais, acesse, por exemplo
http://diretodasacristia.com/home/tags/sedia-gestatoria/
* Sociólogo, Professor no Mestrado em Ciências da Religião da PUC-Minas e Consultor de ISER-Assessoria
Fonte: Leonardo Boff
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Strengthening Canada’s Fight Against Foreign Bribery
February 5, 2013 from Foreign Affairs and International Trade Canada
February 5, 2013 Foreign Affairs Minister John Baird today announced that the Harper government is taking further steps to combat corruption and bribery by tabling amendments to the Corruption of Foreign Public Officials Act in the Senate. He delivered the following remarks in Ottawa:
“Our government’s top priority is securing jobs, growth and long-term prosperity. In our international dealings, this takes many forms.
“It involves positioning Canada as a reliable supplier of the resources emerging markets need to grow.
“It involves pursuing an aggressive, pro-trade agenda.
“It involves creating the conditions for Canadian businesses to succeed.
“But our government also expects Canadian business to play by the rules.
“Canadian companies can compete with the best and win fairly.
“To signal our commitment and our expectation that other countries do the same, I am pleased to announce that our government is redoubling our fight against bribery and corruption.
“Today, reforms are being introduced in the Senate that will further deter and prevent Canadian companies from bribing foreign public officials. These amendments will help ensure that Canadian companies continue to act in good faith in the pursuit of freer markets and expanded global trade.
“Canada is a trading nation. Our economy and future prosperity depend upon expanding our trade ties with the world. This, we hope, is a good faith sign that Canada’s good name retains its currency.”
Backgrounder – The Corruption of Foreign Public Officials Act
The Corruption of Foreign Public Officials Act (CFPOA) makes it a criminal offence in Canada for persons or companies to bribe foreign public officials to obtain or retain an advantage in the course of international business. The act was created as a result of Canada’s obligations under the Organization of Economic Co-operation and Development’s (OECD’s) Convention on Combating Bribery of Foreign Public Officials in International Business Transactions, which Canada ratified in 1998. The CFPOA is also the implementing legislation for Canada’s anti-corruption obligations under the United Nations Convention against Corruption and Inter-American Convention against Corruption.
In 2008, the Royal Canadian Mounted Police (RCMP) established the International Anti-Corruption Unit, which is dedicated to raising awareness about and enforcing the CFPOA. To date, three companies have been convicted under the act, two cases are pending and there are 35 ongoing investigations under the CFPOA.
The proposed amendments to the act include the following:
- Nationality jurisdiction: This amendment will make it easier for Canada to prosecute Canadians or Canadian companies for bribery in other countries, insofar as it will allow the Government of Canada to exercise jurisdiction over all persons or companies that have Canadian nationality, regardless of where the alleged bribery has taken place.
- Eventual elimination of facilitation payments: The act currently states that payments made to expedite or secure the performance by a foreign public official of any act of a routine nature that is part of the foreign public official’s duties or functions do not constitute bribes. This amendment will eliminate the exception for facilitation payments and will come into effect at a later date to be set by Cabinet.
- Exclusive ability to lay charges: This amendment will provide exclusive authority to the RCMP to lay charges under the act.
- Clarifying the definition of “business”: This amendment removes the words “for profit” in the definition of business to ensure that the act applies to all business, regardless of whether profit is made.
- Increasing the maximum penalty: Under the act, the foreign bribery offence is currently punishable by a maximum of five years’ imprisonment and unlimited fines. This amendment will increase the maximum jail term to 14 years.
- Books and records offence: This amendment adds a new books and records of account offence into the act that is restricted in scope to the bribery of foreign public officials or hiding such bribery. This offence will now be punishable by a maximum of 14 years’ imprisonment and unlimited fines.
To date, there have been three convictions under the CFPOA:
- Griffiths Energy International Inc. – Griffiths Energy International Inc., based in Calgary, Alberta, pleaded guilty on January 22, 2013, to a charge under the CFPOA related to securing an oil and gas contract in Chad. Griffiths acknowledged having committed to paying $2 million in cash and millions in shares in exchange for exclusive access to resources in two regions. After providing the Chad government with a $40 million signing bonus, Griffiths was awarded the resources rights. Griffiths will pay a total penalty of $10.35 million.
- Niko Resources Ltd. – Niko Resources Ltd. is a publicly traded company based in Calgary, Alberta. On June 24, 2011, the company entered a guilty plea for one count of bribery. The company admitted that, through its subsidiary Niko Bangladesh, it provided the use of a vehicle (valued at $190,984) in May 2005 to AKM Mosharraf Hossain, then the Bangladeshi State Minister for Energy and Mineral Resources, in order to influence the minister in his dealings with Niko Bangladesh. In June 2005, Niko Resources Ltd. paid travel and accommodation expenses for the same minister to travel from Bangladesh to Calgary to attend the GO EXPO oil and gas exposition, and paid approximately $5,000 for the minister to travel to New York and Chicago to visit his family.
- As a result of the conviction, Niko Resources Ltd. was fined $9.5 million and placed under a probation order, which puts the company under the court’s supervision for three years to ensure that audits are completed to examine the company’s compliance with the CFPOA. The Canadian Trade Commissioner Service has placed a hold on providing services to Niko during the period of court supervision.
- Hydro-Kleen Group Inc. – Hydro-Kleen Group Inc., based out of Red Deer, Alberta, entered a guilty plea on January 10, 2005, to one count of bribery and was ordered to pay a fine of $25,000. Along with its president and an employee, the company had been charged with two counts of bribing a U.S. immigration officer who worked at the Calgary International Airport. The charges against the director and the officer of the company were stayed. The U.S. immigration officer pleaded guilty in July 2002 to accepting secret commissions. He received a six-month sentence and was subsequently deported to the United States.
For more information, see the Corruption of Foreign Public Officials Act and Canada’s Fight against Foreign Bribery.
Source: Foreign Affairs and International Trade Canada sugestão de Gabriela Alves Guimarães
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Compliance News Monitor for Lumturo Strigo
sábado, 12 de janeiro de 2013
IBGC integra nova rede global de Institutos de Governança e de Conselheiros de Administração
O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), em parceria com oito importantes organizações de Conselheiros de Administração de todos os continentes, anuncia nesta segunda-feira (7) a formação da Rede Global de Institutos de Conselheiros de Administração - Global Network of Director Institutes (GNDI). Esta parceria internacional dá voz global aos conselheiros e agentes de governança e cria um novo fórum para compartilhar conhecimentos, ideias e práticas de liderança em conselhos.
A GNDI é uma parceria internacional entre nove importantes organizações para conselheiros da África do Sul, Austrália, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Malásia, Nova Zelândia, Reino Unido e União Europeia.
Em dezembro, reunidos em Wellington, Nova Zelândia, os delegados da GNDI elegeram John Colvin, diretor-presidente do Australian Institute of Corporate Directors (AICD), como presidente da GNDI, e Stan Magidson, diretor-presidente do Institute of Corporate Directors (ICD) do Canadá, como vice-presidente. Heloisa Bedicks, superintendente geral do IBGC foi eleita para integrar o Comitê Executivo.
A GNDI irá complementar o trabalho de suas organizações membro, promovendo uma estreita cooperação entre as organizações nacionais de conselheiros e governança. A Rede funcionará como um fórum global para compartilhar experiências, estudos de caso, práticas de liderança e questões atuais ou emergentes de governança corporativa que impactam conselhos e demais agentes de governança.
"A GNDI reúne as mais importantes organizações que congregam conselheiros de administração e demais agentes de governança em todo o mundo. Além disso, vai discutir questões que impactem as práticas de governança, pretendendo ser um fórum importante de ‘advocacy’ que atravessará as fronteiras nacionais”, diz a Superintendente Geral do IBGC, Heloisa Bedicks.
Além disso, os membros da GNDI irão colaborar para:
• Antecipar e explorar as questões emergentes que têm impactos globais sobre as práticas de governança corporativa;
• Desenvolver e promover práticas de liderança e programas de treinamento que melhorem a capacidade dos conselheiros, a fim de assegurar um desempenho sustentável e de longo prazo das organizações para o benefício dos acionistas e outras partes interessadas;
• Educar os principais formadores de opinião sobre os benefícios e valores de liderança exemplar nos conselhos;
• Ampliar as vozes e perspectivas de conselheiros sobre questões relacionadas à liderança do conselho
Os institutos membros fundadores da GNDI incluem as seguintes organizações, que coletivamente representam mais de 100 mil Conselheiros em todo o mundo:
• Institute of Directors of South Africa (IoDSA), Africa do Sul
• Australian Institute of Corporate Directors (AICD), Austrália
• Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Brasil
• Institute of Corporate Directors in Canada (ICD), Canadá,
• National Association of Corporate Directors (NACD), Estados Unidos.
• Malaysian Alliance of Corporate Directors (MACD), Malásia
• Institute of Directors in New Zealand (IoDNZ), Nova Zelândia
• Institute of Directors (IOD), Reino Unido e
• European Confederation of Directors Associations (ecoDa), União Européia
Para mais informações sobre a Rede Global de Institutos de Conselheiros de Administração, acesse o site www.gndi.org.
Sobre o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC)
Fundado em 27 de novembro de 1995, o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) é a principal referência do Brasil para o desenvolvimento das melhores práticas em Governança Corporativa.
Com mais de 1.500 associados, o IBGC promove palestras, fórum de debates acadêmicos, conferências, treinamentos e networking entre profissionais, além de produzir publicações e pesquisas. O instituto tem sede em São Paulo e atua regionalmente por meio de quatro Capítulos: Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. As atividades têm por objetivo disseminar o conceito de Governança e incentivar o melhor desempenho das organizações.
Em sintonia à sua atuação, o IBGC foi homenageado em premiação anual promovida pela Rede Internacional de Governança Corporativa (ICGN, em inglês), na categoria Excelência em Governança Corporativa. Atualmente, é também considerado Centro de Excelência em Governança Corporativa para a América Latina, Caribe e a África Lusófona, título conferido pelo Fórum Global de Governança Corporativa (GCGF, em inglês). Ainda no âmbito internacional, hospeda as atividades da Global Reporting Initiative (GRI) no Brasil, uma rede global que busca fomentar a adoção das boas práticas nas organizações.
O instituto contribui, assim, para o desempenho sustentável e influencia os agentes da sociedade no sentido de mais transparência, justiça e responsabilidade.
Para mais informações, consulte o site www.ibgc.org.br .
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Lumturo Strigo: Um novo jeito de olhar Compliance
Susep e INSS lideram pedidos com base na Lei de Acesso à Informação
Vitor MatosDo G1, em Brasília 10/01/2012
Susep, que regula mercado de seguros, recebeu 12,3% dos 56 mil pedidos.
Informação é da Controladoria-Geral da União. Lei entrou em vigor em maio.
Levantamento da Controladoria-Geral da União (CGU) aponta que, desde a entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação, em maio do ano passado, até a última seguna-feira (7), a Susep (Superintendência de Seguros Privados) é o órgão federal que mais recebeu pedidos de informação ou esclarecimentos de dúvidas.
De acordo com a CGU, foram encaminhados à Susep 6.930 pedidos, o que representa 12,34% do total de 56.164 solicitações feitas no período por cidadãos com base na Lei de Acesso à Informação. O segundo órgão mais acionado foi o INSS, com 4.326 pedidos (7,70%). Em seguida, aparece o Banco Central, com 2.284 pedidos (4,07%).
A Lei de Acesso à Informação estabelece que os órgãos da administração pública devem manter um serviço de informações e determina que os questionamentos formulados pelos cidadãos sobre atividades relativas ao órgão sejam respondidos.
Os pedidos de informação podem ser feitos diretamente nos Serviços de Informações ao Cidadão (SICs), instalados em cada órgão público, ou então pela internet. Os órgãos têm espaço em suas páginas na rede para receber os pedidos. Qualquer cidadão pode solicitar informações sobre a admiistração pública, desde que não digam respeito a dados pessoais ou sigilosos.
Susep
A Susep, líder em questionamentos no ranking da CGU, é a autarquia do governo federal responsável pela regulação do mercado de seguros.
De acordo com a assessoria da Susep, a elevada procura por esclarecimentos se justifica pelo aumento no número de brasileiros que ingressam como consumidores no mercado de seguros, reflexo do crescimento da renda da população. Segundo o órgão, as principais dúvidas são as de seguros de automóveis.
“Os brasileiros entram cada vez mais no mercado de seguros. Como a Susep regula esse mercado, recebemos muitas dúvidas. Nossas principais demandas são sobre o seguro Dpvat e sobre seguros particulares de automóveis”, explica Antônio Carlos Fonseca, chefe de gabinete da Susep.
Com relação ao Dpvat, informa a Susep, os cidadãos geralmente buscam saber em que casos podem retirar o seguro e se é necessário algum intermediário para a operação. Nas respostas, a Susep explica que o Dpvat pode ser requisitado em caso de acidente de trânsito com morte, invalidez ou necessidade de despesa médica em razão de ferimentos. Informa também que o cidadão pode retirar o seguro sem a necessidade de um intermediário, diretamente em seguradoras cadastradas no Dpvat.
Sobre as dúvidas a respeito de seguros particulares de automóveis, o questionamento mais frequente, segundo o órgão, é sobre a credibilidade da seguradora que o consumidor está prestes a contratar.
INSS
No caso do INSS, a maior parte dos dados solicitados está relacionada a dúvidas sobre processos dos cidadãos que tramitam dentro órgão.
“A grande maioria das demandas no SIC (Sistema de Informação ao Cidadão) dizem respeito a informações pessoais, como andamento de requerimento inicial de benefícios, revisão, recurso”, diz Cibele Magalhães de Pinho de Castro, Coordenadora-Geral de Planejamento e Gestão Estratégica do INSS.
“Além disso, temos situações de pessoas que querem saber sobre concursos, vacâncias, nomeações, quantidade de servidores por agências. E também solicitações de informações sobre inaugurações de agências da Previdência Social.”
saiba mais
Lei 'pegou', avalia CGU
Do total de 56.164 pedidos de esclarecimentos de dúvidas ou informações feitos com base na Lei de Acesso à Informação, 53.217 (94,75%) foram respondidos, segundo a CGU. Os outros 2.947 ainda estão sendo analisados pelos órgãos, de acordo com a controladoria.
Dos pedidos respondidos, 85,08% atenderam positivamente ao questionamento dos cidadãos, segundo a CGU, e 4653 (8.74%) foram negados, porque se tratavam de questões que envolviam dados pessoais, documentos sigilosos ou eram pedidos incompreensíveis. Os restantes, 3286 (6.17%), não puderam ser atendidos por não tratarem de matéria da competência legal do órgão demandado ou pelo fato de a informação não existir.
Ainda de acordo com a CGU, o tempo médio de resposta tem sido de 10,5 dias. Segundo a lei, o órgão tem até 20 dias, prorrogáveis por mais 10, para responder ao cidadão.
Na avaliação da diretora de Prevenção da Corrupção da CGU, Vânia Vieira, os números da lei de acesso no Brasil são sinal de que a lei "pegou".
"Nossa avaliação, em termos de implementação da lei no âmbito do governo federal, é a melhor possível, porque conseguimos, em pouquíssimo tempo, que a lei de fato pegasse e os órgãos a cumprissem. O percentual de pedidos atendidos é altíssimo. Para a gente, é sinal de que a lei pegou entre os cidadãos", afirmou Vânia Vieira.
Ela compara os números dos primeiros oito meses da lei no Brasil com os primeiros anos em países como o Chile e o México. "No México, no primeiro ano de uma lei parecida com a nossa, eles tiveram 24 mil pedidos. No Chile, foram 34 mil pedidos no primeiro ano. Então, nossos números são positivos", avaliou.
Para Vânia Vieira, a existência da lei está estimulando a "divulgação proativa" de informações por parte dos órgãos públicos.
"Para a CGU, essa é uma grande prioridade. Melhor que milhares de pedidos serem atendidos, é ver os órgãos se mobilizarem proativamente para expor os dados na internet. Nosso sonho aqui na CGU é ver o que for de interesse da população divulgado na internet com fácil acesso para todos", afirmou.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Brasil é 45º entre 139 em ranking de preparo contra crises
O Brasil aparece em 45º lugar em um ranking que avalia o preparo de 139 países para enfrentar riscos globais como crise financeira, desastres naturais e mudanças climáticas.
Em uma pesquisa feita com mais de 14 mil líderes globais, o Fórum Econômico Mundial perguntou como os entrevistados avaliavam a eficácia dos governos no monitoramento, preparo, capacidade de resposta e mitigação dos maiores riscos globais.
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Os países receberam notas de 1 (não eficazes) a 7.
Com nota de 4,16, o Brasil aparece atrás de outros países dos Brics. A China ocupa o 30º lugar (nota de 4,51), a África do Sul aparece em 34º (4,42) e a Índia em 38º (4,31). Apenas a Rússia fica atrás, em 73º (3,60).
O ranking é liderado por Cingapura, com nota de 6,08. Entre os países sul-americanos, a melhor colocação é do Chile, em 10º (5,20). O penúltimo lugar da relação coube à Argentina, com nota de 2,08, e o último, à Venezuela (1,68).
Os países também são agrupados por estágio de desenvolvimento. O Brasil aparece como um país em transição do estágio 2 (economias que começam a desenvolver processos de produção mais eficazes e aumentar a qualidade dos produtos) para o 3 (economias orientadas para inovação e capazes de competir com novos produtos, serviços, modelos e processos).
Mundo mais perigoso
O relatório Riscos Globais 2013 também procurou questionar se o planeta Terra chega a 2013 como um lugar mais seguro ou mais perigoso para se viver. Para isso, foram consultados mil líderes empresariais, políticos e acadêmicos sobre 50 ameaças globais.
Os resultados apontam para um mundo mais perigoso que em 2012 na percepção desse grupo, sendo a acentuada diferença entre ricos e pobres que habitam o planeta a principal preocupação dos consultados.
"A natureza dos riscos globais está mudando constantemente. Trinta anos atrás, os clorofluorcarbonetos (CFCs) eram vistos como um risco planetário, enquanto a ameaça de um ciberataque era tratada por muitos como ficção científica", diz o relatório.
"No mesmo período, a proliferação das armas nucleares ocupava a mente dos cientistas e políticos, mas a proliferação de detritos orbitais não."
Os "riscos" avaliados na pesquisa são de quatro variedades: econômicos, ambientais, geopolíticos e sociais.
Vão desde "terrorismo", até "falta de alimentos", "disseminação de armas de destruição em massa" e "inflação ou deflação".
Economia e clima
Em um ano de acirramento da crise financeira global, não é de se surpreender que os dois riscos que aparecem no topo das preocupações dos especialistas, empresários e autoridades são de natureza econômica: além das severas desigualdades de renda do planeta, os desequilíbrios fiscais crônicos de alguns países.
Em terceiro lugar na percepção dos consultados ficou um risco de natureza ambiental: o aumento das emissões de gases de efeito estufa.
Outro risco ambiental também foi apontado pelo painel como o que pode ter maior "efeito de contágio" sobre a próxima década: a incapacidade de adaptação do planeta às mudanças climáticas.
Entre os destaques da pesquisa em 2013 também estão o aumento das preocupações com as consequências imprevistas do uso de novas tecnologias, a desaceleração brusca de economias emergentes, os desequilíbrios no mercado de trabalho e o anúncio de nacionalizações unilaterais de recursos e ativos em alguns países.
"As pessoas que responderam a pesquisa neste ano não só acreditam que essas ameaças são mais prováveis, mas também que teriam um impacto maior se comparado aos que responderam no ano passado", diz o relatório.
Picture Source: dutch-national-ballet by Erwin Alof
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Empresas admitem falha em sua governança corporativa
Brasil Econômico - Natália Flach | 07/01/2013 20:42:22
Mais de 80% de 54 grandes companhias brasileiras dizem estar longe do ideal; 59% não têm comitê de riscos, segundo pesquisa
As empresas brasileiras já são capazes de identificar os riscos que correm, mas ainda têm dificuldade para monitorá-los. Essa é a conclusão de uma pesquisa da Deloitte — divulgada ao Brasil Econômico com exclusividade — com 54 companhias, sendo que mais da metade com faturamento acima de R$ 1 bilhão. De acordo com a pesquisa, 72% dos executivos consultados apontaram o item “identificação de fatores de risco de fraude” como ótimo ou bom, mas sobre “definição clara dos indicadores de riscos” 61% assinalaram o tema como “irregular”, “insuficiente” ou que “nem conhecem”.
Quando o assunto é governança corporativa, 83% das empresas ouvidas avaliam que ainda não estão em um estágio ideal e 59% não possuem um comitê direcionado para o gerenciamento de riscos. “Falta capacitação profissional para saber exatamente o que gerir, controlar e monitorar”, diz Alex Borges, sócio da consultoria da Deloitte e especialista em gestão de risco.
Segundo o executivo, as empresas de capital aberto lideram esse movimento de profissionalização e criação de comitês. “Mas as companhias familiares estão indo pelo mesmo caminho. Isso porque muitas delas tiveram perdas inesperadas e estão agora atentas ao atendimento a regulamentações internacionais e nacionais.”
Falta maturidade
Borges explica que as avaliações ainda são muito baseadas em julgamentos. “Esta é a diferença entre a maturidade das companhias brasileiras e as internacionais”, diz. “Demora de três a seis meses para conseguir montar um processo capaz de fazer a identificação dos riscos e, para ter avaliação e monitoramento, leva dois ou três anos.”
Segundo o levantamento, os maiores objetivos com a implantação e fortalecimento do gerenciamento de riscos são: mensurar os riscos da empresa; gerar e preservar valor para os acionistas, estar integrado às estratégias da organização e aos procedimentos de governança corporativa. Ainda de acordo com a pesquisa, 72% dos executivos disseram que aumentou o interesse pelo desenvolvimento de atividades de gestão de riscos em relação a 2011. O principal motivo é a intenção em aprimorar e integrar diversos aspectos de gestão da empresa. Mas apenas 26% dos respondentes informaram que a área de gestão de riscos está muito integrada às demais áreas da empresa. Isso mostra que os funcionários da área ou da função precisam demonstrar os benefícios e o valor desse gerenciamento, agregado de forma a auxiliar e integrar as funções de gestão de riscos existentes nas empresas.
O levantamento aponta ainda que o principal patrocinador das iniciativas de gestão de riscos nas empresas é o presidente (com 23%), seguido do diretor de auditoria interna (19%). Para se ter ideia da importância do assunto no exterior, mais de 75% dos executivos entrevistados nos Estados Unidos responderam que a gestão de riscos mudou em suas empresas devido à volatilidade do mercado nos últimos três anos.
sábado, 5 de janeiro de 2013
Estudo da KPMG mostra preocupação das empresas brasileiras em melhorar suas práticas
KPMG 2/01/2013
Com base nas informações anuais dos Formulários de Referência de 250 empresas abertas, todos os 3 segmentos diferenciados de governança (Nível I, Nível II e Novo Mercado), bem como as 50 empresas mais negociadas no nível Tradicional, apresentaram avanços nas práticas de governança, mas ainda há espaço para melhorias
A sétima edição do estudo “A governança corporativa e o mercado de capitais brasileiro”, realizado pelo ACI - Audit Committee Institute da KPMG no Brasil, indica que as empresas listadas nos níveis diferenciados de governança da BM&FBovespa vêm se preocupando com as boas práticas de governança, destacando-se em: um maior número de conselhos de administração que realizam avaliação periódica e formal de seu desempenho e de seus membros; mais empresas possuindo o Comitê de Auditoria e o Conselho Fiscal; a existência de um Código de Ética e Conduta; e uma maior preocupação com a Gestão de Riscos. Os dados do estudo foram apurados com base nos Formulários de Referência preenchidos e tornados públicos pelas empresas de capital aberto agora em 2012, conforme instrução n° 480/2010 da CVM (Comissão Valores Mobiliários).
“É interessante perceber a constante melhoria das práticas de governança no Brasil, seja por razões regulatórias, seja por pressão dos investidores ou pela própria percepção das empresas sobre os benefícios na sua aplicação. Neste período, o nosso mercado de capitais não só amadureceu, como também se desenvolveu significativamente e, com certeza, a aplicação das boas práticas de governança corporativa tem uma contribuição extremamente importante para isto”, afirma Sidney Ito, sócio-líder da área de Risk Consulting da KPMG no Brasil e líder do ACI - Audit Committee Institute, responsável pelo estudo.
De acordo com o levantamento, as companhias indicaram ter maior atenção com exposição aos riscos. As respostas positivas à pergunta “A companhia possui uma política formal de gerenciamento de riscos de mercado, incluindo seus objetos, estratégias e instrumentos utilizados, entre outros?” evoluíram em quase todos os segmentos: de 52% para 53% entre as Tradicionais; de 74% para 80% nas de Níveis 1 e 2; e de 90% para 100% nas com ADRs 2 e 3 (empresas brasileiras listadas nas Bolsas Norte-Americanas e já classificadas num dos grupos da BMFBovespa). A exceção ficou entre as empresas do Novo Mercado, que anotaram pequeno recuo nesse quesito, de 66% em 2010 para 63%, no ano passado.
Já em relação à adoção de Códigos de Ética e de Conduta, o avanço foi mais expressivo. Todas as companhias com ADRs 2 e 3 afirmaram possuir esse documento (em 2011, as respostas positivas somavam 90%). No Novo Mercado, 88% dispõem de um código específico (contra 57% em 2011); enquanto as companhias do segmento N1/N2 registraram evolução de 70% para 96% nesse quesito. Entre as empresas do mercado tradicional, as respostas positivas passaram de 44% para 60%.
Em relação à remuneração média anual paga a cada membro da diretoria executiva, o estudo apurou resultados díspares, de acordo com o enquadramento das companhias. De um lado, entre as empresas do novo mercado, houve aumento médio de 24,7% durante 2011 (para R$ 1,85 milhão), em comparação ao valor de 2010 (R$ 1,48 milhão); e para as companhias tradicionais foi anotada alta de 15,3% em 2011 (R$ 898 milhões) ante o ano anterior (R$ 779 milhões). Por outro, os vencimentos recuaram 8% entre as integrantes dos grupos N1 e N2 no ano passado (R$ 1,27 milhão) em relação ao resultado anterior (R$ 1,38 milhão); e também caíram 16,8% para os executivos das empresas com ADRs 2 e 3 em 2011 (R$ 1,98 milhão), ante 2010 (R$ 2,38 milhões).
Faturamento maior
Vale ressaltar que, na média, as empresas de capital aberto incluídas na análise tiveram aumento de faturamento em 2011, sendo que as companhias do Novo Mercado conseguiram os melhores resultados, com avanço de 46,3%. As companhias do Nível 1 (N1) e do Nível 2 (N2) de governança obtiveram, na média, o segundo melhor resultado, com aumento de 28,3% nas receitas líquidas. Já as empresa do mercado Tradicional de ações praticamente empataram em faturamento com 2010, com pequeno avanço de 0,6% anotado no ano passado. As companhias que emitem ADRs 2 e 3 no mercado norte-americano somaram aumento médio de 22,1% em 2011 na comparação com o faturamento do ano anterior.
De acordo com os dados apurados pelo estudo – que dividiu a análise em quatro grupos de empresas (todas as listadas nos Estados Unidos, com ADRs 2 e 3; ou na BM&FBovespa, sendo 54 com Níveis 1 e 2 em governança corporativa, 128 do Novo Mercado e 48 das 50 mais negociadas do segmento Tradicional, sem nível diferenciado de governança) – o faturamento médio por empresa foi de R$ 4,28 bilhões no ano passado entre as companhias do Novo Mercado (contra R$ 2,926 bilhões faturados em 2010); de R$ 13,108 bilhões nos segmentos N1 e N2 (R$ 10,218 bilhões em 2010); de R$ 9,461 bilhões no mercado tradicional (R$ 9,409 bilhões em 2010); e de R$ 35,967 bilhões entre aquelas com ADRs 2 e 3 (R$ 29,452 bilhões no ano anterior).
“Mais uma vez, reconhecemos algumas possíveis limitações metodológicas em relação aos resultados apresentados. Nosso estudo se propõe a coletar as informações disponíveis nos Formulários de Referência sem o objetivo de interpretar a veracidade desses dados. Dessa forma, identificamos novamente neste ano que muitas das práticas de governança das empresas não foram divulgadas, podendo caracterizar a falta de uma estrutura processual para coleta, resumo e apresentação dessas informações. Mesmo diante disso, consideramos o estudo um importante instrumento para a compreensão de como vêm evoluindo as estruturas e processos de governança adotados pelas companhias abertas do País”, explica Sidney Ito.
Este é o terceiro ano consecutivo que o estudo “A governança corporativa e o mercado de capitais brasileiro” tem como base as respostas das empresas aos Formulários de Referência requeridos pela CVM. Esses formulários têm representado uma fonte valiosa de informações ao mercado, divulgando, além das informações financeiras e do negócio, a estrutura e as práticas de governança das empresas abertas no Brasil.
Para ter acesso ao estudo completo, acesse o link.
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