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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Compliance com os Consumidores: Uma relação imperativa no mundo das redes sociais.



Sua empresa está em Compliance com os consumidores? Se não, é hora de trabalhar o Marketing de Relacionamento a partir de Compliance e garantir satisfação plena ao consumidor cada vez mais exigente e que dispõe nas mãos de uma arma poderosa a seu favor: As redes sociais...

Em 2009, a companhia aérea United Airlines, sofreu um arranhão sem precedentes em sua imagem. Um músico canadense, até então desconhecido, Dave Carroll, sofrera as consequências da má qualidade dos serviços da companhia e decidiu vingar-se. Num voo entre Halifax e Chicago, sua guitarra fora quebrada e, ao pedir satisfação à companhia, não obteve sucesso. Decidiu então compor a música United Breaks Guitars e postar um vídeo nas redes sociais. Resultado, seu vídeo teve mais de cinquenta milhões de visualizações em poucos meses, tornando o músico famoso e trazendo enormes perdas à companhia que, até hoje, tenta recompor sua imagem desgastada.

Na ultima semana, a Europa explodiu quando as autoridades descobriram que grandes marcas como a Nestlé e Ikea vinham comercializando produtos à base de proteína de equinos quando anunciavam serem produtos advindos de carne bovina. Ou seja, comercializavam-se carnes de cavalos ao invés das de bois em produtos infantis no refinado mercado do consumidor europeu. Resultado, prejuízos e perdas sem precedentes de consumidores de longa duração e elevada confiança. 

Descobriu-se, no entanto que, os responsáveis foram grandes nomes como o gigante brasileiro do setor  de proteínas animal o Grupo JBS, que adulteraram a qualidade de seus produtos, colocando proteína de cavalo nos produtos, além do 1% permitido naquela comunidade. Os prejuízos ainda estão sendo calculados e para a Nestlé que atende diretamente o consumidor, os prejuízos serão certamente significativos. Seu nome e confiança serão certamente maculados perante os consumidores comuns em todo o mundo. 

Na ultima semana escrevi a primeira parte deste texto no meu blog particular, sabia que era apenas o início de uma grande disputa: De um lado, um profissional de conformidade; do outro a gigante de eletrônicos, Samsung. 
O primeiro sujeito, combate crimes como o de corrupção, fraudes, suborno e ajuda empresas a manterem-se em conformidade com a Lei; o segundo trabalha sua imagem de empresa responsável com clientes, satisfazendo seus desejos de consumidores e disputando a maior fatia do mercado de celulares no mundo. Será que a Samsung é tão responsável com seus clientes e com sua própria imagem?

Sábado23/02 liguei para Samsung Service Center Angélica que tem o nome jurídico HL Comunicações & Comércio de Acessórios de Telefonia Ltda. – ME, prestadora de serviços de assistência técnica da Samsung Electronics e, fui abusivamente desrespeitado por uma funcionária.

 Minha intenção como cliente e consumidor da Samsung era apenas coletar um número de identificação de serviço que sua analista pedira para continuar com o processo de devolução de um produto novo, com base na Lei 8.078, devido à falta de cumprimento, uma vez que aquela fornecedora de serviços passara dos trinta dias sem solucionar o defeito do meu notebook e sem dar satisfação sobre o mesmo. 

Ao sugerir para moça a possibilidade de eu fazer um backup dos meus dados e deixar a Samsung Electronics decidir o processo que corre acerca  da devolução ou não de um novo notebook, conforme o artigo 18 da Lei 8.078, fui condicionado a retirar o produto antigo, mesmo sem conserto para, em seguida, pedir novo reparo.

 Evidente que me recusei. Primeiro porque perderia meus direitos ao fazê-lo.  Segundo porque aquela era uma das fraudes mais baratas que já presenciei no mercado e com consequências desastrosas para a Samsung Electronics. 
Como um gigante da indústria de eletrônicos, mantém um fornecedor de tão baixo nível e o deixar queimar sua imagem de forma tão absurda? 
Liguei para a Polícia e pedi sua orientação, uma vez que esta empresa coloca em risco uma base de dados valiosa, contida no meu computador sob sua responsabilidade. Dentro estão dados pessoais de altíssimo valor como minha monografia e toda sua bibliografia, estudos, artigos inéditos, além de todas as fotografias e vídeos memoráveis de momentos felizes que vivi com meu filho desde que nasceu.

 Fui orientado pela Polícia a comparecer à loja e, estando no local, chamar a viatura para uma tentativa de intermediação amigável com o responsável pela loja e, antes de fazê-lo, tomei o cuidado de  passar  o código à Samsung Electronics, por meio de uma funcionária preparada e responsável pelo processo supramencionado que, após ouvir minhas queixas, orientou que os dados contidos no computador antigo é um problema entre eu e a HL Comunicações & Comércio de Acessórios de Telefonia Ltda – ME, sua representante legal para Assistência Técnica.

 A mesma funcionária, bem como seus colegas e supervisores, após discutirem o caso não viram problemas no fato de eu salvar meus dados, mesmo que um processo de devolução de produto novo esteja sob sua avaliação. Não obstante, isentando a Samsung desse conflito, deixaram a responsabilidade de decisão com a Samsung Service Center Angélica, como se esta fosse uma empresa à parte. O que de fato não é, perante a Lei. A responsabilidade pelos danos ou pela reparação deles aos clientes é sempre da fabricante, de acordo com a Lei 8.078. 

Pois bem, nesta segunda, 25/02/2013, fui até a Samsung Service Center Angélica e antes de chamar a Polícia, fiz a gentileza de consultar mais uma vez a empresa acerca da coleta pacífica de meus dados, antes do processo aberto, excluir a possibilidade de salvá-los.

 Mais uma vez, fui impedido por uma funcionária que disse ser procedimento da empresa, “não permitir que clientes retirem seus dados de seus produtos, exceto se estes retirarem o produto e depois derem entrada novamente.” O que significa dizer, gerar duas faturas para Samsung Eletronics e perda de garantia para o cliente além de cobranças ilegais. 
Como orientado, chamei a Polícia Militar que em poucos minutos enviou uma viatura com dois polícias simpáticos. Contei-lhe do caso e, boquiaberto fiquei quando ouvi de suas bocas que todos os dias eles atendem ocorrências no mesmo endereço por causa de danos provocados pelo fornecedor da Samsung aos seus clientes. 

De fato, no dia em que dei entrada do produto danificado, 19/01/2012,  presenciei com cerca de outros  mil clientes uma deles perder a cabeça quando recebeu seu Galaxy Note completamente danificado, quando pediu como conserto, apenas a reinstalação do sistema android. A tela de cristal do aparelho parecia ter sido colocada num liquidificador. E este fato deixou aquela mulher de pouco mais de quarenta anos, uma fera incontrolável. Lembrando aquela cena, hoje receio que tenha acontecido o mesmo que ocorreu comigo.

Os policiais chamaram o responsável pela loja e apareceu um malandro, - com correntes grossas de ouro no pescoço e nos punhos, ao estilo de um traficante carioca marcando poder e espaço -, que foi logo dizendo em termos chulos e apontando o dedo no meu rosto:

“Ai meu, não vou deixar você salvar seus dados. Se quiser você tira o produto, recolhe os dados e, em seguida, pede entrada para conserto novamente. É procedimento da loja e ele está de acordo com o Código do Consumidor”.

Rebati que não, pois como cumpridor  da Lei, a conheço em termos e, especificamente esta, reza em seu artigo 18 que, passados 30 dias de um conserto sem solução, a empresa deve devolver o valor integral do produto ao cliente, neste caso R$ 3.000.00, ou fornece-lhe um produto similar, em perfeitas condições de uso e valor de mercado igual ao valor pago no ato da compra, com correções monetárias.

 Salientei ainda que sua atitude implicava em processo legal, uma vez que estava se apropriando de informações confidenciais e propriedade intelectual alheia.

 A Lei é o ultimo recurso quando o bom senso não atende as partes. Mas, naquela situação não havia razões para usá-la. O sujeito mandou que eu procurasse meus direitos junto ao PROCON porque meus dados não seriam salvos. 

Os policiais, embora me dessem seu apoio, não podiam fazer nada sem um mandado judicial. Retirei-me da loja sem meus dados e, na certeza que aquele homem, de baixa categoria, poderia, a qualquer momento, apagá-los e justificar o que bem quiser diante de um juiz, como o fez quando, manipulou a suposta data do conserto do aparelho, alegando estar pronto desde 7 de fevereiro, quando tenho provas de ter ligado no dia 9 e sua funcionária ter afirmado que a bateria não tinha chegado ainda e que eu “aguardasse contato que assim que o produto estivesse pronto a empresa me avisaria”, conforme consta na nota de serviço.  

O jogo do malandro é simples: 

Utiliza-se da boa fé das pessoas que, acreditando na marca Samsung, levam seus produtos para consertos em autorizadas. Uma vez dada à entrada do produto danificado, os clientes recebem uma nota fiscal de serviços com uma clausura contratual completamente fora da Lei, em seu verso.

Enquanto na nota descrevem-se problemas que o cliente não relata, como no meu caso,  - onde o defeito fora provocado pelo fato de, ao abrir a tela do notebook, seu peso ter rachado a base ao meio, danificando os componentes eletrônicos de distribuição de força, o relato feito pela funcionária diz que o aparelho carecia de troca da bateria – os processos seguintes são marcados por fraudes graves. E neste caso, deram-se assim: 

Eu cliente tiraria o produto, assinando um documento declarando ter  recebido-o em perfeitas condições, faria o backup dos meus dados e, em seguida, sem tirar o produto da loja, daria entrada novamente para conserto. 
 Certo de tratar-se de uma fraude e de que com isto, perderia a garantia Samsung, passando a depender da garantia de 90 dias dada pelo fornecedor de serviços da Samsung, a HL Comunicações & Comércio de Acessórios de Telefonia Ltda – ME, recusei-me a aceitar sua proposta que, descaradamente, fora feita à frente de dois policiais e de cerca de 30 clientes presentes na loja.

 Pensei comigo, ou este malandro desconhece completamente a Lei, ou não tem noção do que está fazendo com os consumidores da Samsung e com seu nome no mercado; ou ainda, conhecendo-a e tendo noção do que está fazendo, o faz na certeza de que a impunidade é um processo cultural a ponto de ninguém ali, se sentir provocado(a) com a proposta feita.  
  
Este tipo de fraude, supostamente legitimada pelas clausuras do “contrato”, continua assim para todos os clientes: Ao retornar a esta autorizada com o produto que continua defeituoso, o “cliente paga pelo tempo que o aparelho permanece em suas dependências até que equipamentos, peças e os esquemas técnicos estejam disponíveis para efetuação dos reparos.” 

Ou seja, este fornecedor cobra da Samsung por serviços não prestados e, além de cobrar o cliente por peças fora da garantia, cobra-lhe pelo tempo de espera destas. Ganha nas duas pontas, com a certeza de que a justiça bem como o gigante global de eletrônicos não veem ou não estão preocupados com seus clientes. 

A justiça porque está abarrotada de processos advindos de conflitos dessa natureza e a Samsung Electronics porque, estando com os bolsos cheios graças à alta demanda pelos seus produtos no mercado global, não tem dado a devida atenção às relações duradouras com seus consumidores. São justamente diante dessas ocupações questionáveis que bandidos escodem-se, cometem fraudes e dão golpes sem arrepiar o cabelo diante da autoridade policial. O resultado é a queima de reputação construída em dezenas de anos. E isto ocorre em semanas nos dias atuais. 

Diante de fatos cotidianos como este, vem à tona a questão que mais me preocupa como profissional de Compliance: Sua empresa está em conformidade com os consumidores? Se não, é hora de trabalhar o Marketing de Relacionamento a partir de Compliance e garantir satisfação plena ao consumidor cada vez mais exigente e que dispõe às mãos uma arma poderosa a seu favor: As redes sociais e a facilidade de comunicação em massa dos tempos atuais. Se tiver que quebrar contratos com fornecedores maus,  por falta de conformidade, faça-o em tempo. É melhor perder um parceiro comercial do que perder um daqueles que são a peça fundamental  da existência da empresa: Os Consumidores.

Cuidado, Diligência é o Compliance do seu bolso.

guepardo-1aHá um velho ditado que diz “quem fala demais dá bom dia a cavalo”.
 
Empresas diligentes buscam pessoas diligentes
Uma multinacional do setor de bens de consumo e bastante conhecida tem como Política de Compliance fazer Due Delligence de seus funcionários a fim de identificar possíveis exposições relacionadas ao seu nome ou ao nome de seus produtos e serviços.
Ao fazer o processo Know Your Employees (Conheça seus funcionários) descobriu que um dos empregados era bastante popular nas redes sociais. Suas “contribuições” eram constantes e polêmicas. O funcionário era um dos que tinha carreira promissora dentro da companhia na área de Marketing. Todavia, seu desvio de caráter levava-o a cometer delitos morais que feriam as políticas da empresa e expunham seus colegas e superiores, além de infringir a Lei.
Para o sujeito, seu senso de humor negro e barato era apenas uma forma de se divertir nas redes sociais. O que ele não sabia, era que a empresa levava a sério o que estava escrito naquele “folhetinho “ recebido no dia de sua contratação, escrito na capa “ Código de Conduta”.
Ao buscar as informações do sujeito, a empresa notou que ele havia feito o seguinte comentário numa rede social onde alguém havia postado uma foto dos corpos amontoados dos jovens mortos na Boate Kiss em Santa Maria, dois dias depois do acidente. Enquanto a maioria dava condolências; o jovem rapaz quis mostra-se e foi contra a maré, escrevendo sob a foto a frase bombástica:
“O verdadeiro churrasco gaúcho”
O sujeito insensível e de humor desequilibrado acabara de cometer suicídio profissional naquela empresa. Isto porque, ao acessar o perfil do empregado, a empresa notou que ele recebia várias críticas negativas de seus contatos e reprovações públicas pelo que escreveu num momento triste na historia da juventude brasileira. Inclusive, centenas de outros jovens, haviam vinculado seu perfil, junto com as críticas, à página da empresa na rede social. Isto fora feito porque o sujeito, orgulhosamente, publicara em seu perfil pessoal as descrições de onde trabalhava. Este é o típico caso de conflitos de interesses entre os propósitos do empregador e os do emprego.
Quantas páginas tem um CV?
Existem padrões no mercado de trabalho e um deles é sobre as páginas e formatação de um bom currículo. Normalmente o bom senso diz que duas páginas são suficientes. Isto, porque o selecionador carece apenas de informações básicas das competências do profissional e que sirvam como um norte ao processo seletivo. Mas será que, na realidade, um CV tem somente duas páginas? Vejamos.
A maioria dos profissionais do mercado de trabalho brasileiro desconhece essa prática cada vez mais comum: A investigação corporativa. Não sabe e nem desconfia o que seus empregadores fazem para garantir o bem-estar dos negócios e a boa reputação da empresa. E isto significa dizer: Investigar profundamente a vida de seus funcionários, fornecedores e clientes a fim de reduzir riscos de imagem.
As empresas estão cada vez mais preocupadas com o que seus colaboradores pensam e dizem publicamente. Isto quer dizer, saber se o colaborador está divulgando informações confidenciais de negócios, está envolvido em crimes prescritos em Leis, se tem dívidas públicas, se está envolvido com uso e tráfico de drogas, se cometeu fraudes ou crimes virtuais e etc. Com estas informações, empresas diligentes identificam candidatos incoerentes com suas Políticas de Compliance.
Para isto, utilizam-se de poderosos softwares de busca e rastreamento de informações e banco de dados públicos e privados, incluindo redes sociais e perfis públicos bem como informações relacionadas ao nome do sujeito investigado a fim de gerar um relatório de Diligência Devida. E, normalmente, estas informações completam mais do que duas páginas de um CV; completam toda a vida pública e “privada” do sujeito investigado.
E para quê serve a Due Dilligence?
Toda empresa é composta por contrato social e, se for aberta em bolsa, tem geralmente que seguir padrões estabelecidos por órgãos reguladores. Quando não, tem as prerrogativas inerentes do próprio negócio. No caso da empresa supramencionada, a área de marketing tinha feito uma campanha de apoio às famílias das vitimas do incêndio e, justamente, um de seus colaboradores, estava semeando outra imagem. O sujeito não sabia que sua vida pessoal era extensão da imagem da empresa onde trabalhava.
O processo de due diligence serve para proteger a empresa de riscos de imagem. Ou seja, proteger a empresa, suas marcas, produtos e serviços de exposição indevida, como escândalos, corrupção, fraudes etc. Isto afeta a qualidade dos negócios e a empresa pode até fechar as portas, depois de exposta indevidamente. Nada é tão nocivo para os negócios do que uma imagem desgastada publicamente. E isto inclui as ações e posturas dos empregados.
Isto, não quer dizer que o ambiente corporativo tornou-se uma espécie de ditadura, onde os funcionários não têm vida pública ou privada. Para empresas diligentes, a qualidade de vida dos seus empregados e seu bem-estar, estão em primeiro plano e fazem parte dos negócios. Garantir direitos e promover deveres faz parte de sua Política de Compliance no RH.
Geralmente, as empresas diligentes promovem campanhas afirmativas, promovendo e reforçando sua imagem, bem como à dos seus funcionários na sociedade onde vivem. Para isso promovem o engajamento dos mesmos em ações sociais, em debates políticos construtivos etc. E, faz parte desse processo, eliminar aqueles empregados que não têm diligência.
Profissionais diligentes buscam empresas diligentes.
No mercado de trabalho, existem aqueles profissionais que são comprometidos socialmente, guardam zelo por tudo o que dizem e defendem. Não porque sejam “tapados”; mas porque tem postura social. E isto se estende na vida virtual. Participam de debates interessantes, promovem ações sociais, estão engajados politicamente, defendem suas ideias com coerência e, sobretudo, respeitam seus semelhantes e promovem o bem social. Este tipo de profissional é mais assertivo na busca de empresas diligentes e é a joia da coroa daquelas que têm suas Políticas de Compliance na veia. Este tipo de profissional está apto a manter um relacionamento duradouro com o seu empregador, Justamente por ter afinidades com suas políticas.
Algumas perguntas a se fazer e conselhos quando se estar no mercado de trabalho e se quer descobrir se as ações são diligentes ou não:
· O que escrevo é construtivo para a maioria das pessoas? (Não. Então não corra risco de se expor)
· O que meus amigos, colegas e a sociedade pensam das minhas ações ou gestos? (desconfie sempre)
· Se eu visse alguém fazendo, eu o condenaria? (Não condene; mas não faça também)
· O que as pessoas em minha volta acham de tais ações? Elas a condenam, criticam-nas, se ofendem e etc? (Se fossem boas, ninguém as condenaria)
· O que meu empregador  acha dessas açõe? ( Observe sempre as políticas da empresa e siga-as à risca, elas são sua segurança, todos,  devem-nas satisfação)
· Devo expor terceiros nas minhas ações? (Nunca)
· Estou sendo minimamente respeitoso com as pessoas envolvidas? (deveria)
· Se alguém descobrir minha ações, reprsenta um mal para mim, para meus familiares e amigos? (Se sim, então está errado)
· O que faço é considerado proibido, ilegal, criminoso etc. (Então não faça se já sabe disso)
· Estou com dúvida, devo consultar alguém com mais experiência acerca da questão? (Sempre, é para isso que existem hieraquias)
· Meus filhos, o que acham disso? (Nem espere repostas, seja diligente)
· Minha ação prejudica direto ou indiretamente alguém? (Pense fundo)
· Estou convicto demais de que minhas ações estão certas, o que diz a maioria das pessoas acerca delas? (Siga o que a maioria diz. A Ética é uma virtude social e se há uma convenção é porque há menos margem de erros)
· Se eu as fizer escondendo-me ou mantendo-me no anonimato? (O anonimato é crime, seja você mesmo sempre e assuma-se responsavelmente)
Finalmente, evite dar opiniões publicamente ou em redes sociais que possam ofender pessoas, instituições e etc. Elas farão parte de sua história profissional, sobretudo se estiverem expostas em rede de profissionais. Se o fizer, o faça com fundamentações plausíveis e que sejam construtivas para a maioria das pessoas. Isto representa o futuro de sua carreira e o sucesso do seu bolso.
 

*Fabio de Freitas
É  criador e editor do Portal Lumturo Strigo Compliance Consulting.
Tem formação em Ciências Econômicas pela PUC-SP, fez Introduction au Marketing pela HEC MONTREAL é pesquisador de Governança Corporativa, Risco e Compliance. Tem vasta experiência com AML Compliance, KYC Procedure, Enhanced Due Diligence, Compliance, Mitigação de Riscos, Controles Internos, Governança Corporativa, Combate e prevenção a Corrupção, fraude, Lavagem de Dinheiro e Finaciamento do Terrorismo. lumturo.strigo@outlook.com
Todos os diretos reservados. Lumturo Strigo Compliance Consulting. Picture source: Google Picture Seach.







































terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Compliance News Monitor for Lumturo Strigo

 
lighthouse1Quando criei Lumturo Compliance Consulting tinha em mente não somente conjugar informações de qualidade acerca de Governança Risco e Compliance; mas precisava de uma tecnologia que vasculhasse o mundo da informação (internet) em busca de artigos, notícias e publicações sobre o universo de GRC.
O Google News Show foi a melhor alternativa. Foi possível adaptá-lo ao gosto do freguês e o resultado foi incrivelmente satisfatório para o que queria, pois atendeu as expectativas em geral de forma a deixar a estrutura de Lumturo Compliance Consulting, muito mais agradável e útil.
Compliance News monitor é uma excelente forma de se manter informado sobre os acontecimentos que afetam diretamente as ações dos profissionais de Governança Risco e Compliance por meio de uma ferramenta simples, convencional e de fácil utilização, uma vez que propõem conteúdo e não deixa o leitor perdido na busca.
Seu conteúdo aparece na forma de “flashes” que são atualizados a cada quinze minutos buscando notícias de várias fontes e países de acordo com as predefinições. Algumas dessas notícias são pre-selecionadas de acordo com o grau de relevância e republicadas dentro de Lumturo Strigo Compliance Consulting, caso julgue-se serem importantes para os usuários e, se atenderem às Políticas Lumturo.
Para facilitar sua leitura, foram classificadas palavras chaves do mundo da Governança Corporativa e AML Compliance que pudessem atender às necessidades dos profissionais dessas áreas. Abaixo é possível ler os termos chaves colocados nos motores de busca:
Geral para países de língua Inglesa:
Bank Penalty,Regulatory,BSA/AML, , White Collar, , Financial Crime, ,Finance Terrorism, FATF-GAFI, Compliance, Corporate Governance, Corporate Compliance, Money Laundering, AML Compliance, Anti-Money Laundering, Fraud, Financial Fraud, Bribery, Corruption, Risk Management, KYC , Know Your Customer, Sanctions, USA Corruption, Canada Corruptions, Charbonneau Commission, Corruptions Quebec, Corruptions Canada, ,PATRIOT ACT, BANK SECRENCY ACT, Sarbanes-Oxley, COSO, Transparency International
Geral para países de língua francesa
Blanchiment d'argent, Conformité, Gouvernance, Commission Charbonneau, gestion de risque,Soudoyer
Geral para países de língua hispânica
Conformidad, blanqueo de dinero, Soudoyer, Lavado dinero, cohecho, Corrupción, Gobernabilidad, Pucherazo, Defraudar, Cambiazo, Alzacuello
Geral Brasil e países de língua portuguesa
COAF, Lei 12.682, Regulamentação do Mercado Financeiro, Legislação Financeira, Controles Internos, Auditoria Interna, Sigilo Bancário, Paraiso Fiscal, Evasão de Divisas, Trabalho Escravo, Atividade Fraudulenta, Risco Operacional, Governança Corporativa, Lavagem de Dinheiro, Combate à Lavagem de Dinheiro, Gestão de Risco, Fraude, Crime Financeiro, Corrupção, Suborno, Fraude Financeira, Mensalão, Operação Polícia Federal
No sentido de tornar Lumturo News Monitor uma ferramenta mais adequada ao público, caso o leitor queira agregar mais algum termo ou acrescentar mais algum motor de busca relacionado à proposta de Lumturo, basta contatar este que será analisada a pertinência do assunto de acordo com as Políticas Lumturo:
Para acessar Compliance News Monitor, basta escolhê-lo entre as opções das guias no cabelhalho Lumturo ou no rodapé de Lumturo Strigo Compliance Comsulting. Para ler as notícias sem sair do Portal basta clicar com o botão direito do seu mouse e abrir a notícias em nova janela na sua fonte de origem.
Espero que Compliance News Monitor tenha a mesma utilidade que Lumturo Strigo Compliance Consulting e que se torne uma ferramenta de auxílio aos profissionais e interessados em geral que buscam conteúdo de Governança, Risco e Compliance por meio do Portal Lumturo Strigo Compliance Consulting.
Fabio de Freitas
Corporate Compliance Editor

















quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Lumturo Strigo: Um novo jeito de olhar Compliance

 
Lumturo Strigo Compliance ConsultingCaro Leitor,
Lumturo Strigo Compliance Consulting é um sucesso mundial! Com cerca de 10.000 acessos mensais, 45 dias depois de seu lançamento, já está entre os maiores sites de Governança, Risco e Compliance do mundo.
Suas estatísticas iniciais são favoráveis, pois 76% dos usuários são recorrentes e 24% são novos visitantes. O que significa dizer que são retornos com fidelidade ao Portal. A média diária de acessos beira a 300 visitas, onde 65% delas vêm dos EUA e 28% do Brasil. O restante está distribuído na Europa, com destaque para o Reino Unido e Alemanha.
Este sucesso se dá, graças à qualidade do seu conteúdo e a facilidade de se obter informações especificas acerca de Governança Risco e Compliance, advindas do mundo inteiro de maneira fácil, interativa e, o que é melhor, gratuitamente e em tempo real.
A cada dia, melhorias são realizadas, graças aos sistemas de tecnologias criados por mentes brilhantes e disponibilizados gratuitamente para facilidade na obtenção de informações especificas e de qualidade. O que fiz, foi reunir algumas dessas tecnologias aos meus conhecimentos de Marketing, tecnologias e GRC para criar Lumturo Strigo Compliance Consulting.
Recentemente novos arranjos foram realizados, tornando o Portal muito mais bonito e acessível. Para continuar com este sucesso gostaria de esclarecer alguns pontos que acho serem fundamentais e que facilitarão na compreensão, bem como nortearão o leitor e lhe darão maior transparência no acesso às informações:
1. Lumturo Strigo Compliance Consulting é um Portal de informações, direcionado à comunidade de profissionais ligados à Governança, Risco e Compliance no Brasil e no mundo. Sua missão está ligada à pesquisa, divulgação, publicação e promoção de temas ligados à Governança Corporativa, Compliance, Risk Management, AML Compliance, Ética no negócios, Código de Conduta, bem como combate à corrupção, crimes financeiros como os de lavagem de dinheiro, fraudes entre outros.Seus serviços envolvem consultorias e parcerias de negócios ligados à GRC, Cultura de Compliance, Know Your Customer,  Enhanced Due Diligence, investigações e identificação de PEP (Pessoas Politicamente Expostas) entre outros. 
2. O Portal Lumturo Strigo Compliance Consulting permanecerá com seu endereço (URL) em formato de blog, a fim de manter o respeito aos direitos autorais de artigos, notícias e publicações advindas de outras fontes. Somente são publicados conteúdos que disponibilizarem links de compartilhamento público ou que tenham autorização prévia de seus autores. Daí a razão principal de se manter o formato, guardando as devidas menções e honras a quem é de direito.
3. Foram feitas algumas mudanças para facilitar a interação com o Portal. Os painéis de notícias que antes encontravam-se nos cabeçalhos das postagens foram melhorados e agrupados por temas e por países ou línguas. Agora eles se encontram no rodapé do portal. Isto garante mobilidade, transparência e acessibilidade, além de permitir ao Portal sua identidade própria.
4. Foi agregado ao Portal Lumturo o Compliance News Monitor, com endereço vinculado, onde os mesmos painéis com Tecnologia Google News são rodados em camadas de assuntos adjacentes, por idiomas e países, facilitando o acompanhamento de notícias especificas classificadas por temas e sempre relacionadas com o universo GRC. Compliance News Monitor também será o centro de publicações acerca de Governança Risco e Compliance à medida que elas forem surgindo. Uma vez estando no ambiente de Compliance News Monitor, o leitor poderá retornar, sempre que desejar, ao Portal Lumturo Strigo Compliance Consulting, bastando para isso, clicar numa das palavras do painel de tags que forma a palavra LUMTURO no cabeçalho da ferramenta. Fazendo isto, o usuário não somente voltará ao Portal Lumturo Strigo Compliance Consulting como, ao fazê-lo, será comtemplado com publicações  relacionadas somente àquela palavra chave que escolheu.
5. Este mesmo painel encontra-se no rodapé do portal Lumturo Strigo Compliance Consulting e tem a mesma finalidade de pesquisa no Portal. Caso o leitor queira se aprofundar em algum tema que julgue necessário e que não o tenha encontrado no Portal, basta clicar nas palavras de sua preferência, presentes no canto superior esquerdo do Portal e na forma simbólica de um Bank, com quatro colunas, que será direcionado ao Google Search e terá em primeira mão a resposta que procura. A tecnologia desses paneis é de terceiros e disponibilizada gratuitamente, podendo sofrer alteração sempre que seus proprietários julgarem conveniente.
6. Gostaria de ressaltar que as imagens que encabeçam as publicações têm suas menções no final destas sempre que forem identificadas as fontes. Caso, não seja possível identificar os seus autores, serão atribuídas à categoria de imagens de domínio público do Google Picture Search e, sempre que possível será vinculada à informação, um hiperlink de acesso ao modo de pesquisa realizado. Isto vale para as tecnologias supramencionadas. Caso queira saber mais sobre essas tecnologias, basta clicar com o botão direito do  mouse sobre cada uma delas que terá acesso direto aos seus proprietários e servidores.
7. A finalidade do Portal Lumturo Strigo Compliance Consulting não é de se apropriar de direitos autorais alheios; mas unir, no universo grandioso da internet, àquelas informações de interesses conjugados à comunidade de profissionais do ramo de GRC o que há de melhor no debate mundial envolvendo GRC, seja por meio de notícias, artigos ou publicações em geral. Neste sentindo, Lumturo Compliance Consulting está aberto às publicações  de autores especialistas que queiram utilizar o Portal para divulgação e compartilhamento de seus trabalho com a comunidade de profissionais de GRC.
8. Mediante os tópicos quinto e sexto, devo ressaltar que Lumturo Strigo Compliance Consulting é fruto do trabalho e talento pessoal deste autor. Portanto propriedade deste, sendo-lhe garantido por Lei, a marca Lumturo Strigo Compliance Consulting bem como suas campanhas publicitárias, suas consultorias, estudos, artigos de sua autoria,  assim como todo e qualquer vínculo de natureza física ou jurídica relacionado ao nome Lumturo Strigo Compliance Consulting, dispondo seu dono de todos os bens e direitos relacionados. Com isto, tem a liberdade de aceitar ou convocar parcerias, bem como representar e ser representado por Lumturo Strigo Compliance Consulting em qualquer instância jurídica pública ou privada no Brasil ou no exterior.
Esclarecidos os tópicos que darão base às políticas do Portal Lumturo Strigo Compliance Conulting, gostaria finalmente de dar-lhe, mais uma vez, boas vindas ao Portal Lumturo Strigo Compliance Consulting e dizer que seu lema é Growing With Guidance. Ou seja, crescendo com as melhores práticas e orientações de GRC.
Atenciosamente,
  split-rock-light_sailboat_5110
Picture Source: Lighthouses by Light Cetric


















segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Empresas admitem falha em sua governança corporativa

goldfish jumping out of the water

Brasil Econômico - Natália Flach | 07/01/2013 20:42:22

Mais de 80% de 54 grandes companhias brasileiras dizem estar longe do ideal; 59% não têm comitê de riscos, segundo pesquisa

As empresas brasileiras já são capazes de identificar os riscos que correm, mas ainda têm dificuldade para monitorá-los. Essa é a conclusão de uma pesquisa da Deloitte — divulgada ao Brasil Econômico com exclusividade — com 54 companhias, sendo que mais da metade com faturamento acima de R$ 1 bilhão. De acordo com a pesquisa, 72% dos executivos consultados apontaram o item “identificação de fatores de risco de fraude” como ótimo ou bom, mas sobre “definição clara dos indicadores de riscos” 61% assinalaram o tema como “irregular”, “insuficiente” ou que “nem conhecem”.

Quando o assunto é governança corporativa, 83% das empresas ouvidas avaliam que ainda não estão em um estágio ideal e 59% não possuem um comitê direcionado para o gerenciamento de riscos. “Falta capacitação profissional para saber exatamente o que gerir, controlar e monitorar”, diz Alex Borges, sócio da consultoria da Deloitte e especialista em gestão de risco.

Segundo o executivo, as empresas de capital aberto lideram esse movimento de profissionalização e criação de comitês. “Mas as companhias familiares estão indo pelo mesmo caminho. Isso porque muitas delas tiveram perdas inesperadas e estão agora atentas ao atendimento a regulamentações internacionais e nacionais.”

Falta maturidade
Borges explica que as avaliações ainda são muito baseadas em julgamentos. “Esta é a diferença entre a maturidade das companhias brasileiras e as internacionais”, diz. “Demora de três a seis meses para conseguir montar um processo capaz de fazer a identificação dos riscos e, para ter avaliação e monitoramento, leva dois ou três anos.”

Segundo o levantamento, os maiores objetivos com a implantação e fortalecimento do gerenciamento de riscos são: mensurar os riscos da empresa; gerar e preservar valor para os acionistas, estar integrado às estratégias da organização e aos procedimentos de governança corporativa. Ainda de acordo com a pesquisa, 72% dos executivos disseram que aumentou o interesse pelo desenvolvimento de atividades de gestão de riscos em relação a 2011. O principal motivo é a intenção em aprimorar e integrar diversos aspectos de gestão da empresa. Mas apenas 26% dos respondentes informaram que a área de gestão de riscos está muito integrada às demais áreas da empresa. Isso mostra que os funcionários da área ou da função precisam demonstrar os benefícios e o valor desse gerenciamento, agregado de forma a auxiliar e integrar as funções de gestão de riscos existentes nas empresas.

O levantamento aponta ainda que o principal patrocinador das iniciativas de gestão de riscos nas empresas é o presidente (com 23%), seguido do diretor de auditoria interna (19%). Para se ter ideia da importância do assunto no exterior, mais de 75% dos executivos entrevistados nos Estados Unidos responderam que a gestão de riscos mudou em suas empresas devido à volatilidade do mercado nos últimos três anos.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Multas da CVM atingiram R$ 81,2 milhões em 2012

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Mariana Durão, da Agência Estado 04/01/2012

 

Montante foi 340% superior aos R$ 18,363 milhões de 2011, mas menor que o recorde de 2008, ano da crise financeira

RIO - Os participantes do mercado de capitais pagaram R$ 81,226 milhões em multas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no ano passado. O montante foi 340% superior aos R$ 18,363 milhões de 2011, quando o regulador do mercado aplicou metade do número de multas: foram 74, ante 146 em 2012.
Somadas multas e termos de compromissos - acordos que extinguem processos antes do julgamento - as punições da CVM ao mercado de capitais somaram R$ 134,642 milhões em 2012, 260% acima do total de R$ 37,6 milhões apurado no ano anterior.
Embora bem mais alto que o de 2011, o valor das multas impostas pela xerife do mercado ficou bem atrás dos recordes da CVM. Em 2008, ano em que estourou a crise financeira, as punições chegaram a R$ 729,184 milhões. O ano de 2010 também teve uma movimentação histórica, com pessoas físicas e jurídicas multadas em R$ 574,788 milhões.
As maiores condenações ocorreram em processos que apuraram golpes aplicados por corretoras, investidores e gestores contra fundos de pensão de estatais. A multa individual mais alta, de R$ 6,3 milhões, foi para o Banco Schahin por fraudes em prejuízo da Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social (Refer) e de um fundo exclusivo do Núcleos Instituto de Seguridade Social. No caso envolvendo o fundo de pensão Prece, dos funcionários da Cedae, Marcos Cesar de Cássio Lima, diretor da corretora Quality, foi multado em R$ 5,3 milhões. Ao todo a autarquia julgou cinco casos semelhantes envolvendo fundações públicas.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Caixa suspende novos financiamentos à MRV por lista de trabalho escravo

REUTERS 02/01/2012

MVR trabalho escravo

SÃO PAULO, 2 Jan (Reuters) - A Caixa Econômica Federal suspendeu nesta quarta-feira a concessão de novos financiamentos à MRV Engenharia após uma das filiais da construtora mineira ter sido incluída em atualização de cadastro do Ministério do Trabalho de empregadores que tenham submetido funcionários a condições análogas às de escravo.

"A Caixa Econômica Federal informa que... suspendeu a recepção e contratação de novas propostas de financiamento de produção de empreendimentos com a referida empresa", informou o banco em nota.

Em comunicado pela manhã, a MRV afirmou que a inclusão --ocorrida na última semana de dezembro-- é referente a uma fiscalização conduzida em 2011, "em que foram identificadas supostas irregularidades promovidas por empresa terceirizada que prestava serviços para a MRV, a qual não trabalha mais para a companhia desde 2011".

Segundo informações do Ministério do Trabalho, em fiscalização realizada no início de 2011 foram resgatados 11 trabalhadores que atuavam na obra do Edifício Spazio Cosmopolitan, em Curitiba (PR).

"A MRV contratou parte dos trabalhadores por intermédio de empresas empreiteiras fornecedoras de mão de obra (terceirização ilícita), dentre as quais a V3 Construções, objeto da ação fiscal e flagrada mantendo trabalhadores em regime de escravidão contemporânea", informou a assessoria do Ministério.

Os 11 autos de infração lavrados em desfavor da MRV incluem ausência de registro dos trabalhadores, alojamento sem condições adequadas de conservação, higiene e limpeza, e ausência de local para refeições no canteiro de obras e de instalações sanitárias.

Em agosto passado, a MRV já havia tido dois projetos incluídos na lista do Ministério do Trabalho: Residencial Parque Borghesi, em Bauru, e Condomínio Residencial Beach Park, em Americana, ambos no interior de São Paulo.

Na ocasião, a Caixa, que é signatária do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil, também suspendeu a concessão de novos financiamentos.

Em setembro, a empresa obteve liminar em mandado de segurança junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para ter seu nome retirado do cadastro. 

A MRV é uma das principais parceiras da Caixa e a maior repassadora de recursos do programa "Minha Casa, Minha Vida", do governo federal, cuja segunda fase prevê 2,6 milhões de moradias contratadas até 2014.

As operações da companhia já contratadas junto à Caixa não serão suspensas, segundo o banco.

As ações da construtora e incorporadora caíram 2,75 por cento, enquanto Ibovespa subiu 2,62 por cento.

No comunicado desta quarta-feira, a companhia informou estar tomando medidas e ações cabíveis para promover a exclusão de seu nome do cadastro "e prestar os devidos esclarecimentos necessários junto aos órgãos competentes e ao mercado em geral".

Para ter o nome retirado do cadastro de trabalho escravo, o Ministério impõe como condição o monitoramento direto ou indireto por dois anos para "verificar a não reincidência na prática do trabalho escravo e o pagamento das multas resultantes da ação fiscal".

Além de responderem a processos, os empregadores incluídos na lista perdem o direito a financiamentos privados e públicos, o que inclui recursos providos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No final da tarde, a MRV informou que sua subcontratada V3 Construções assumiu todos os compromissos para a regularização das condições de trabalho de seus operários.

"Assim sendo, a MRV não foi diretamente responsabilizada pelo fato que gerou a sua inclusão no cadastro do Ministério do Trabalho e Emprego", afirmou o comunicado.

(Por Vivian Pereira, com reportagem adicional de Aluísio Alves)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

10 Biggest Banking Scandals Of 2012

Halah Touryalai, Forbes Staff 12/27/2012 @ 11:39PM

Jamie Dimon, chairman of the board, president ...Jamie Dimon, chairman of the board, president and CEO of JPMorgan Chase & Co. testifies before a US Senate Banking Committee full committee hearing on 'A Breakdown in Risk Management: What Went Wrong at JPMorgan Chase?'

No year would feel complete without a few high-profile financial scandals.

It’s been just fours years since the financial crisis hit yet there’s been no shortage of bad behavior among the world’s powerful money men and women since then.

Libor Scandal Just Took A Nasty Turn,

Know Your Financial Scandals: Libor, Peregrine And The London Whale

This year’s financial scandals and trouble makers resulted in billions lost and  included a too-big-to-fail bank, a small Iowa-based futures brokerage and a once boring benchmark rate that is suddenly at the center of a massive, global investigation. Criminal charges and prosecutions were few and far between but that’s not anything new for the industry. Many of these scandals ended like many before it-with a monetary settlement.

1.First up is perhaps the biggest financial scandal this year. It stemmed from the nation’s biggest and arguably safest bank, JPMorgan Chase. In May chief executive and Wall Street poster boy Jamie Dimon revealed that his bank had suffered a massive trading loss initially reported to be $2 billion. That $2 billion turned into roughly $5.8 billion loss.

While there was no wrongdoing at hand Dimon did find himself front and center testifying not once but twice before members of Congress. His long-time, trusted CIO Ina Drew lost her job amid the loss as well as a handful of other executives. The trading mess left JPM with billions less but perhaps more significantly put a mark on Dimon’s previously stellar reputation.

2. The Libor manipulation scandal was the year’s most far-reaching, hitting dozens of banks across the U.S. and Europe. This summer Barclays was the first bank to settle allegations that it manipulated the London Interbank Offered Rate–a benchmark rate tied to hundreds of trillions of dollars worth of financial contracts and derivatives.

Robert E Diamond Jr, President of Barclays plc...Robert E Diamond, former Barclays CEO, lost his job after the bank paid $450 million for its role in Libor-rigging.

Barclays paid up $450 million and American CEO Bob Diamond lost his job over the matter after regulators lost their faith in him.

There’s plenty more where that came from as over a dozen other banks are under investigation for their own role in Libor rate-rigging.

3. UBS learned that the hard way last week when it paid a jaw-dropping $1.5 billion to settle Libor allegations. The Swiss bank admitted its wrongdoing and some of its former traders were arrested in Europe as a part of the investigation.

The UBS settlement doesn’t bode well for the remaining banks under investigation. Why? The charges made against UBS show the bank not only manipulated the Libor rate to make itself look healthier to outsiders but also, and perhaps more often, to make money by apparently colluding with other banks. From a regulator’s perspective that’s a lot worse than lying a bit to appear in better condition.

4. The UBS settlement amount was only outdone by the one paid by HSBC just a week prior. The British bank paid a record $1.9 billion to UK and U.S. regulators over money laundering. More specifically, HSBC settled charges that its lax money-laundering policies allowed billions in Mexican drug money and Iranian terrorist money to be transferred into the U.S. financial system.

5. That wasn’t the only money laundering settlement this year. Standard Chartered, a UK bank, paid $327 million to U.S. regulators in December over alleged illegal transactions with Iran, Sudan, Libya, and Burma. The countries are all subject to U.S. sanction and the U.S. Department of Justice and Federal Reserve say Standard Chartered Bank moved millions of dollars between 2001 and 2007 illegally through the U.S. financial system on behalf of Iranian, Sudanese, Libyan and Burmese entities.

Earlier this year in August, Standard Chartered paid $340 million to a New York state regulator over similar allegations. The NY Department of Financial Services said the British bank schemed with the Iranian government for nearly a decade, reaping hundreds of millions of dollars in fees through thousands of secret transactions involving $250 billion.

6. Back at UBS the scandals keep rolling. Late last year UBS disclosed one of its traders had gone rogue and lost the bank over $2 billion as a result. According to documents Kweku Adoboli’s bets exposed the bank to $12 billion in losses even though his unit was only authorized to risk $100 million intra-day and $50 million overnight. He was found guilty on two counts of fraud in November after a 10-week trial.

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7. Not all scandals involved billions of dollars. A small futures brokerage firm in Iowa went under after its CEO allegedly engaged in fraud losing over $215 million of client money.

CEO Russell Wasendorf Sr. was indicted by federal prosecutors who say he submitted false information for his U.S. futures and currency brokerage firm. Wasendorf pleaded not guilty even though last month he confessed in a suicide note that he  had been using fake bank statements to embezzle millions of dollars from customers.

8. A larger brokerage firm faced another type of mess. Market-maker Knight Capital Group this summer suffered a $440 million loss after a problem with its trading system resulted in unwanted securities purchases. The loss forced it to be saved by outside investors including TD Ameritrade, Blackstone and Jefferies.

It ended up selling itself to one of its investors, Getco, for $3.75 a share. Knight shares were trading around $10 before the trading screw-up.

9. Insider trading has been a big focus for regulators over the last year. The prosecution of former hedge fund titan Raj Rajaratnam over illicit profits he made on inside information also shined a spotlight on one of his informants. Rajat Gupta, a former Goldman Sachs director, was fined $5 million and jailed for two years for sharing inside information with Rajaratnam. Among the secret information was a $5 billion investment Warren Buffett would make in Goldman Sachs amid the 2008 financial crisis.

10. Prosecutors have been circling billionaire hedge fund manager Steven Cohen and his firm, SAC Capital, for quite some time. In recent weeks it appears they’ve been getting closer in their attempt to take him down.

A former portfolio manager at an affiliate of SAC Capital Advisors was indicted this month for allegedly trading on inside information. Mathew Martoma worked for a unit of SAC and according to documents his inside information was apparently used by Cohen–though he isn’t named in any of the prosecution’s documents.

It won’t be the last we hear of Cohen, SAC and the regulators. After all, 2013 is just around the corner and will require its share of financial scandals.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Compliance: Cultura que gera valor.

Compliance Cultura que gera valor

Por Fabio de Freitas

Neste sentido, Compliance é uma Cultura Corporativa de geração de valor e não um sujeito sem predicações.

 

Outro dia li numa rede social uma sugestão de que Compliance seria “o guarda costas da alta administração”. A definição não fora muito apropriada, tanto por se tratar de uma visão superficial do que vem a ser Compliance, quanto pela possibilidade de se criar uma subordinação – quase sempre real no mundo corporativo – das ações de Compliance à alta administração.

Ensejando o embargo da questão, coloquemos alguns pontos a fim de esclarecer possíveis equívocos de interpretação, comuns no mercado onde a figura de Compliance apresenta-se quase sempre sob um prisma distorcido, tanto de quem a promove quanto de quem depende de suas orientações.

Utilizando-se da sugestiva de que “o Compliance é o guarda costas da alta administração”, nota-se primeiramente que negar essa hipótese por erros de semântica parece coerente, por duas razões:

A primeira delas se dá, porque Compliance não é uma pessoa. Portanto não pode ser definido como um substantivo masculino e nem pode assumir papéis numa corporação como se fosse um sujeito sem predicações, ou pelo menos não deveria fazê-lo, embora saiba-se que em sociedades limitadas quase sempre prevalece a opinião do sócio majoritário. Para negação da hipótese, subjazer-se que em sociedades anônimas há certo grau de maturidade no que concerne a aceitação de padrões éticos com níveis de qualidade superiores.

Neste contexto, Compliance significa manter a corporação dentro dos padrões de conduta exigidos pelos órgãos reguladores e, parte deste princípio, garantir – inclusive para a alta administração – tais padrões de conformidade a fim de mitigar riscos de exposição, sanções e prejuízos, tanto para corporação, quanto para os agentes e a sociedade. Com isto, Compliance deve atender aos interesses da corporação dentro e fora de suas fronteiras de negócios e graus hierárquicos, a fim de garantir padrões de conformidade que satisfaçam exigências globais, bem como assumir e promover a missão de criar valor para a corporação e para sociedade como um todo.

Desta exigência é que Compliance não deve ser entendido como um suporte à alta administração; mas parte desta e a envolve com as mesmas obrigações que qualquer colaborador ou agente de negócios tem dentro e fora da companhia. Isto porque, como já dito, Compliance não significa somente seguir padrões estabelecidos pelo colegiado da empresa; mas garantir a conformidade com aqueles que, sob imposição de terceira ordem, podem inferir negativamente nos negócios e colocar a corporação em riscos, sejam eles de sanções, exposição indevida e prejuízos outros que possam de algum modo afetar o maior patrimônio que qualquer corporação séria preza: A confiança dos steakeholders.

A segunda razão vem do fato de que Compliance não deveria ser interpretado a partir dos jargões ouvidos por aí que denotam uma figura muitas vezes demasiadamente interessante; mas quase sempre com um aspecto vilão dentro da corporação, cuja ação principal é causar medo aos colaboradores.

Muito se escutam os dizeres “cuidado com os caras de compliance”, ou, como sugere o debate “guarda costa da alta administração” ou ainda, um departamento repressor das estratégias de negócios, gerador de custos e proibitivo, como se apresentam e são tachadas muitas unidades de Compliance de empresas renomadas.

Compliance, no entanto, nada mais é do que a Cultura Institucional que gera processos e ações que criem valores para a empresa, para seus agentes e para a sociedade a partir da aderência às normas e padrões de negócios pré-estabelecidos. Neste sentido, Compliance é toda ação que gera valor – presente e futuro – por meio da conformidade com padrões, normas, Leis, tratados e acordos entre agentes de interesses comuns. Isto é, cultura que zela pelo presente e busca garantir o futuro, evitando prejuízos de ordem maior, por meio da conformidade.

É esta especificidade de Compliance que solicita cada vez mais das corporações a transparência nos negócios e que exige que essas busquem sua gestão de forma transversal, garantindo o envolvimento de todos na percepção e correção de falhas que possam trazer danos financeiros e morais, não somente para empresa, mas para toda a sociedade. Neste sentindo, Compliance é uma Cultura Corporativa de geração de valor e não um sujeito sem predicações.

Picture source: http://www.flickr.com/photos/oenvoyage/

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Crise financeira Bancos suíços na linha de mira

Por Matthew Allen, swissinfo.ch
21. Dezembro 2012 - 11:00
swissbanking042-31366174Depois de um ano difícil, os dois maiores bancos da Suíça, o UBS e o Credit Suisse, adotaram estratégias divergentes para minimizar o risco de danificar a economia suíça para se manter competitivo no mercado global.
Ambos os bancos estão na corda bamba, entre um abismo de regulamentações, de um lado, e um abismo de prejuízos e oportunidades perdidas, do outro. Acionistas, concorrentes e governos só esperam a hora certa para atacar.A partir de meados da década de 1990, os dois rivais convergiram progressivamente para uma estratégia semelhante que drenava capitais de seus redutos consagrados para construir suas divisões de banco de investimento.Com isso, as duas maiores instituições financeiras da Suíça acabaram caindo na mesma arapuca dos ganhos fáceis que a maioria dos grandes bancos mundiais. Os últimos quatro anos não ajudaram em nada na reputação dos gigantes suíços. O UBS tem sido assolado por uma série de escândalos de evasão fiscal que acabaram provocando até o fim do sacrossanto sigilo bancário suíço. O golpe de misericórdia pode vir agora após o escândalo da manipulação da taxa Libor e uma série de negociações fraudulentas realizadas por seus colaboradores.O Credit Suisse também foi implicado, em menor grau, nos dois escândalos, mas tem enfrentado críticas por não ter capitalizado sua vantagem em relação a seu principal rival.
O outono europeu de 2012 trouxe uma reviravolta, com novas estratégias que colocam ambos os bancos em um curso futuro diferente.O UBS anunciou o desmantelamento de suas operações de banco de investimento para se concentrar na gestão de ativos.Já o Credit Suisse pretende reduzir significativamente o risco dos ativos de investimento, mas continua mantendo todas as linhas do negócio, incluindo aquelas que apostam dinheiro próprio do banco em negócios mais arriscados. A única concessão foi uma reorganização que deu a entender uma possível separação dessas operações de risco do resto do grupo.A autoridade suíça que supervisiona o mercado financeiro do país, a Finma, se recusou a dizer qual o caminho que ela prefere. No entanto, Mark Branson, responsável do órgão no setor dos bancos, apoiou a emergência de estratégias divergentes."De certa forma é estimulante ver que os bancos de investimento mundiais estão tomando decisões mais diferenciadas do que no passado", disse à swissinfo.ch."Uma das lições da crise é que todos os bancos de investimento foram expostos a produtos contaminados. Se você aplica uma estratégia do "eu também" você pode acabar muito exposto quando os mercados se voltam contra você."

Competitividade
A ação dos dois bancos parece ter aplacado o BNS, o banco central suíço. Segundo o vice-presidente da instituição, Jean-Pierre Danthine, a situação teria "melhorado" em ambos os bancos, particularmente no Credit Suisse."Ambas as instituições estão planejando expandir ainda mais seu capital de absorção de perdas para reduzir seus riscos e, principalmente, aparar seus balanços, bem como prosseguir uma política de contenção de dividendos", disse Danthine.No entanto, o vice-presidente do BNS alerta que os bancos podem sofrer grandes prejuízos se crise europeia piorar.Os investidores deram um sinal muito claro sobre qual estratégia eles consideram melhor. As ações do UBS dispararam com a notícia do plano radical do banco, enquanto que as do Credit Suisse despencaram após o comunicado do banco.Como estas instituições enfrentarão seus rivais internacionais ainda é uma incógnita. As regras "Swiss finish", que entram em vigor em 1° de janeiro, obrigam que UBS e Credit Suisse mantenham reservas de capital muito maior do que o padrão internacional, o que coloca a dupla suíça em desvantagem competitiva.

Volatilidade
A Federação dos Bancos Europeus pediu que a implementação das normas do acordo Basileia III - que entram em vigor em 1° de janeiro de 2013 - fossem adiadas por um ano para dar mais tempo aos bancos para se preparar. Os EUA já anunciaram um atraso de seis meses.Apesar das normas "Swiss Finish" serem mais exigentes do que o padrão internacional, o fato dos bancos suíços saberem exatamente o que é exigido deles poderia dar-lhes uma vantagem competitiva sobre os rivais internacionais, de acordo com os observadores. Isso pelo menos dá ao UBS e ao Credit Suisse maior certeza sobre o futuro, permitindo colocar suas estratégias em ação.Ambos os bancos estão no caminho certo para cumprir as exigências da nova regulamentação, embora a estratégia do UBS torne mais fácil para o banco satisfazer os requisitos de capital.A insistência do Credit Suisse no setor de investimento não surpreende os analistas, já que o banco depende mais desse setor. No entanto, permanecem dúvidas sobre a estratégia do Credit Suisse para liderar os bancos de investimento, dada a volatilidade contínua desse negócio.
Matthew Allen, swissinfo.chAdaptação: Fernando Hirschy
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Unidade mexicana do Wal-Mart usou suborno para abrir 19 lojas, diz jornal

Da Reuters

NOVA YORK, 18 Dez (Reuters) - A Walmex, afiliada mexicana do Wal-Mart, utilizou rotineiramente subornos para abrir lojas em regiões nobres, de acordo com uma investigação do New York Times publicada na segunda-feira, citando 19 casos em que a gigante do varejo realizou pagamentos a autoridades locais.

O jornal publicou em abril que o Wal-Mart havia encoberto uma investigação interna sobre pagamento de propinas na Walmex. No mês passado, a divisão anti-corrupção do México informou não ter encontrado irregularidades nas licenças obtidas pela companhia no país, mas que duas auditorias permaneciam em aberto.

Na reportagem de segunda-feira, o jornal detalha casos específicos em que a empresa teria pago propinas para crescer no país. Os supostos pagamentos teriam sido relacionados a licenças ambientais e leis de zoneamento que poderiam impedir a Walmex de abrir novas lojas.

Em comunicado divulgado na noite de segunda-feira, o porta-voz da companhia, David Tovar, disse que o Wal-Mart já estava analisando as denúncias publicadas pelo jornal, como parte de uma investigação iniciada há mais de um ano sobre possíveis violações da lei norte-americana de práticas de corrupção no exterior.

"Neste momento, a investigação ainda está em curso e nós não alcançamos as conclusões finais", disse Tovar, acrescentando que a companhia tem tomado medidas para melhorar seus programas de adequação a regras (compliance).

Em novembro, o Wal-Mart afirmou que ampliaria sua investigação interna sobre denúncias de subornos no Brasil, na China e na Índia. Na ocasião, o vice-presidente financeiro e outros funcionários na unidade indiana da varejista também foram suspensos como parte da investigação.

(Por Aruna Viswanatha, Jessica Wohl, Michael O'Boyle e Lauren Tara LaCapra)

 
 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

The Bribery Aisle: How Wal-Mart Got Its Way in Mexico

 

Wal-Mart de Mexico was an aggressive and creative corrupter, offering large payoffs to get what the law otherwise prohibited, an examination by The New York Times found.

By DAVID BARSTOW and ALEJANDRA XANIC von BERTRAB
Published: December 17, 2012 818 Comments

SAN JUAN TEOTIHUACÁN, Mexico — Wal-Mart longed to build in Elda Pineda’s alfalfa field. It was an ideal location, just off this town’s bustling main entrance and barely a mile from its ancient pyramids, which draw tourists from around the world. With its usual precision, Wal-Mart calculated it would attract 250 customers an hour if only it could put a store in Mrs. Pineda’s field.

One major obstacle stood in Wal-Mart’s way.

After years of study, the town’s elected leaders had just approved a new zoning map. The leaders wanted to limit growth near the pyramids, and they considered the town’s main entrance too congested already. As a result, the 2003 zoning map prohibited commercial development on Mrs. Pineda’s field, seemingly dooming Wal-Mart’s hopes.

But 30 miles away in Mexico City, at the headquarters of Wal-Mart de Mexico, executives were not about to be thwarted by an unfavorable zoning decision. Instead, records and interviews show, they decided to undo the damage with one well-placed $52,000 bribe.

The plan was simple. The zoning map would not become law until it was published in a government newspaper. So Wal-Mart de Mexico arranged to bribe an official to change the map before it was sent to the newspaper, records and interviews show. Sure enough, when the map was published, the zoning for Mrs. Pineda’s field was redrawn to allow Wal-Mart’s store.

Problem solved.

Wal-Mart de Mexico broke ground months later, provoking fierce opposition. Protesters decried the very idea of a Wal-Mart so close to a cultural treasure. They contended the town’s traditional public markets would be decimated, its traffic mess made worse. Months of hunger strikes and sit-ins consumed Mexico’s news media. Yet for all the scrutiny, the story of the altered map remained a secret. The store opened for Christmas 2004, affirming Wal-Mart’s emerging dominance in Mexico.

The secret held even after a former Wal-Mart de Mexico lawyer contacted Wal-Mart executives in Bentonville, Ark., and told them how Wal-Mart de Mexico routinely resorted to bribery, citing the altered map as but one example. His detailed account — he had been in charge of getting building permits throughout Mexico — raised alarms at the highest levels of Wal-Mart and prompted an internal investigation.

MORE IN THE SERIES Wal-Mart Abroad »

Part 1: At Wal-Mart in Mexico, a Bribe Inquiry Silenced

But as The New York Times revealed in April, Wal-Mart’s leaders shut down the investigation in 2006. They did so even though their investigators had found a wealth of evidence supporting the lawyer’s allegations. The decision meant authorities were not notified. It also meant basic questions about the nature, extent and impact of Wal-Mart de Mexico’s conduct were never asked, much less answered.

The Times has now picked up where Wal-Mart’s internal investigation was cut off, traveling to dozens of towns and cities in Mexico, gathering tens of thousands of documents related to Wal-Mart de Mexico permits, and interviewing scores of government officials and Wal-Mart employees, including 15 hours of interviews with the former lawyer, Sergio Cicero Zapata.

The Times’s examination reveals that Wal-Mart de Mexico was not the reluctant victim of a corrupt culture that insisted on bribes as the cost of doing business. Nor did it pay bribes merely to speed up routine approvals. Rather, Wal-Mart de Mexico was an aggressive and creative corrupter, offering large payoffs to get what the law otherwise prohibited. It used bribes to subvert democratic governance — public votes, open debates, transparent procedures. It used bribes to circumvent regulatory safeguards that protect Mexican citizens from unsafe construction. It used bribes to outflank rivals.

Through confidential Wal-Mart documents, The Times identified 19 store sites across Mexico that were the target of Wal-Mart de Mexico’s bribes. The Times then matched information about specific bribes against permit records for each site. Clear patterns emerged. Over and over, for example, the dates of bribe payments coincided with dates when critical permits were issued. Again and again, the strictly forbidden became miraculously attainable.

The Sam’s Club near the Basílica de Guadalupe, one of Mexico City’s most densely populated neighborhoods.

Josh Haner/The New York Times

Thanks to eight bribe payments totaling $341,000, for example, Wal-Mart built a Sam’s Club in one of Mexico City’s most densely populated neighborhoods, near the Basílica de Guadalupe, without a construction license, or an environmental permit, or an urban impact assessment, or even a traffic permit. Thanks to nine bribe payments totaling $765,000, Wal-Mart built a vast refrigerated distribution center in an environmentally fragile flood basin north of Mexico City, in an area where electricity was so scarce that many smaller developers were turned away.

But there is no better example of Wal-Mart de Mexico’s methods than its conquest of Mrs. Pineda’s alfalfa field. In Teotihuacán, The Times found that Wal-Mart de Mexico executives approved at least four different bribe payments — more than $200,000 in all — to build just a medium-size supermarket. Without those payoffs, records and interviews show, Wal-Mart almost surely would not have been allowed to build in Mrs. Pineda’s field.

The Teotihuacán case also raises new questions about the way Wal-Mart’s leaders in the United States responded to evidence of widespread corruption in their largest foreign subsidiary.

A view of Wal-Mart’s distribution center north of Mexico City, in the municipality of Cuautitlán Izcalli.

Josh Haner/The New York Times

Wal-Mart’s leadership was well aware of the protests here in 2004. (The controversy was covered by several news outlets in the United States, including The Times.) From the start, protest leaders insisted that corruption surely played a role in the store’s permits. Although woefully short on specifics, their complaints prompted multiple investigations by Mexican authorities. One of those investigations was still under way when Wal-Mart’s top executives first learned of Mr. Cicero’s account of bribes in Teotihuacán (pronounced Tay-o-tea-wah-KHAN).

But Wal-Mart’s leaders did not tell Mexican authorities about his allegations, not even after their own investigators concluded there was “reasonable suspicion” to believe laws had been violated, records and interviews show. Unaware of this new evidence, Mexican investigators said they could find no wrongdoing in Teotihuacán.

Wal-Mart has been under growing scrutiny since The Times disclosed its corruption problems in Mexico, where it is the largest private employer, with 221,000 people working in 2,275 stores, supermarkets and restaurants.

In the United States, the Justice Department and the Securities and Exchange Commission are investigating possible violations of the Foreign Corrupt Practices Act, the federal law that makes it a crime for American corporations or their subsidiaries to bribe foreign officials. Mexican authorities and Congressional Democrats have also begun investigations, and Wal-Mart has been hit by shareholder lawsuits from several major pension funds.

Wal-Mart declined to discuss its conduct in Teotihuacán while it is continuing its own investigation. The company has hired hundreds of lawyers, investigators and forensic accountants who are examining all 27 of its foreign markets. It has already found potentially serious wrongdoing, including indications of bribery in China, Brazil and India. Several top executives in Mexico and India have been suspended or forced to resign in recent months.

Wal-Mart has also tightened oversight of its internal investigations. It has created high-level positions to help root out corruption. It is spending millions on anticorruption training and background checks of the lawyers and lobbyists who represent Wal-Mart before foreign governments. The company has spent more than $100 million on investigative costs this year.

Wal‑Mart’s Response

“We are committed to having a strong and effective global anticorruption program everywhere we operate and taking appropriate action for any instance of noncompliance,” said David W. Tovar, a Wal-Mart spokesman.

In Mexico, a major focus of Wal-Mart’s investigation is none other than the boxy, brown supermarket in Mrs. Pineda’s alfalfa field.

Eight years later, it remains the most controversial Wal-Mart in Mexico, a powerful symbol of globalism’s impact on Mexican culture and commerce.

Wal‑Mart’s Reforms

Here is Wal‑Mart’s description of how it is strengthening its anti-corruption efforts in Mexico and around the world

As it turns out, the store also took on symbolic importance within Wal-Mart de Mexico, Mr. Cicero said in an interview. Executives, he said, came to believe that by outmuscling protesters and building in the shadow of a revered national treasure, they would send a message to the entire country: If we can build here, we can build anywhere.

City of the Gods

In ancient times, Teotihuacán was a sprawling metropolis of perhaps 150,000 people. The “city of the gods,” as the Aztecs called it, rose up around a vast temple complex and two great pyramids, the Sun and the Moon. The ancient city is long gone, buried under farm fields, small pueblos and the detritus of bygone civilizations. But the temple complex and pyramids remain, which is why Teotihuacán is so central to Mexico’s cultural patrimony.

Teotihuacán’s leaders naturally wanted to protect this legacy as they began work on a new zoning plan in 2001. To keep the town attractive as a tourist destination, they decided to limit development in the “archaeological zone,” a buffer of protected land that encircles the pyramids. At the same time, they wanted a plan that would lure more tourists into the town’s central square.

“People complained tourists didn’t go into town,” said Víctor Ortiz, a partner in the consulting firm the town hired to draw up its new zoning plan.

By early 2003, just as Mr. Ortiz’s firm was finishing its work, Wal-Mart de Mexico had settled on Teotihuacán as a ripe target for expansion. Its population, nearly 50,000, was growing fast, and its commerce was dominated by small neighborhood shops and a traditional public market in the central square — exactly the type of competition Wal-Mart de Mexico had vanquished in town after town.

Mr. Cicero, a trim, sharp-featured man, recalled how Mrs. Pineda’s alfalfa field jumped out as Wal-Mart’s real estate executives scoured aerial photographs of Teotihuacán. By putting one of Wal-Mart’s Bodega Aurrera supermarkets at the town’s main entrance, they could create a choke point that would effectively place the town off limits to competitors. There was also space to add other types of Wal-Mart stores — restaurants or department stores — down the road. “We would be slamming the gate on the whole town,” he said.

But Wal-Mart officials got a cold reception when they began to inquire about permits at Teotihuacán’s municipal offices. Saúl Martínez, an employee in the urban development office, recalled telling Wal-Mart’s representatives that a supermarket could not be built in Mrs. Pineda’s field, because the field was zoned for housing. Wal-Mart would need a zoning change. But a supermarket, he told them, was sure to generate strong opposition because of the traffic chaos it would create.

“Go look for something else,” he recalled telling Wal-Mart.

At first, Mr. Cicero’s team thought it had found a perfectly legal solution to the zoning problem. Only a narrow strip of land separated Mrs. Pineda’s field from Hidalgo Avenue, the main road into town. If Wal-Mart could build an entrance across that strip, zoning rules would let it rely on Hidalgo Avenue’s zoning, which allowed commercial development. But Wal-Mart could not get a right of way, despite months of trying.

By then, the municipality was rushing to complete its new zoning plan. Officials were already holding public meetings to present the plan and solicit feedback. A final vote was scheduled for Aug. 6, 2003.

The Times obtained four different copies of the new zoning map as it existed on the eve of the vote. All four, including two found in the town’s urban development office, confirm that housing was the only kind of development allowed on Mrs. Pineda’s field. There is no record of Wal-Mart seeking a last-minute change, and nine officials closely involved in drafting the plan all said in separate interviews that they were certain Wal-Mart made no such request.

“I would remember,” said Humberto Peña, then the mayor of Teotihuacán. “And if they would have asked that, my answer would have been no.”

After two years of painstaking work, Mr. Peña and the municipal council unanimously approved Teotihuacán’s new zoning plan on Aug. 6

The next day Mr. Peña sent the new map to the state’s Office of Urban and Regional Planning, a bureaucratic outpost of roughly a dozen employees in Toluca, the State of Mexico’s capital. The office’s main job was to verify that local zoning plans fit the state’s development goals. It also handled the critical final step — arranging publication of completed plans in the state’s official newspaper, the Government’s Gazette.

An Altered Map

If the council’s vote seemingly dashed Wal-Mart’s hopes for Teotihuacán, Wal-Mart de Mexico’s executives certainly acted as if they knew something the rest of the world did not.

On Aug. 12, records show, they asked Wal-Mart’s leadership in the United States to approve their plan to spend about $8 million on a Bodega Aurrera in Mrs. Pineda’s field. The request was approved by Wal-Mart’s international real estate committee, made up of 20 or so top executives, including S. Robson Walton, the company’s chairman.

The committee’s approval, records show, was contingent on obtaining “zoning for commercial use.”

By law, the state Office of Urban and Regional Planning could not make zoning changes on maps it reviewed. If there were problems, it was supposed to send the map back to the town for revisions. Teotihuacán’s plan, however, was quickly approved and then sent to the Government’s Gazette on Aug. 20.

It typically took the Gazette a few weeks to publish a new zoning plan. Only then did it become law. But even before Teotihuacán’s map was published, Wal-Mart de Mexico did two very curious things: First, it began an expensive soil mechanics study of Mrs. Pineda’s field, which it would later lease. Second, it submitted an application to the Business Attention Commission, a state agency that helps developers get permits.

The application and the soil study would have been a foolish waste of time and money, assuming the soon-to-be-published map matched what the Teotihuacán council approved on Aug. 6. It made perfect sense, though, for a company that had reason to believe the map would be published with a single strategically situated change.

The Times found evidence of that change on a computer disc stored in a shoe box inside the Office of Urban and Regional Planning. The disc, created by a senior official in the office, held a copy of Teotihuacán’s zoning map as it existed on Aug. 20, the day it was sent to the Government’s Gazette.

Zoning Bribe: $52,000

The biggest hurdle was Teotihuacán’s zoning map. It clearly prohibited commercial development where Wal-Mart wanted to build. Wal-Mart de Mexico authorized a $52,000 bribe payment to have the map altered, records and interviews show.

Show the altered map

In the original map, the plot’s zoning designation, H500A, allowed only houses to be built there.

On the map, the zoning on Mrs. Pineda’s field had been changed to allow a commercial center.

“One thing I am sure of — this was altered,” Alejandro Heredia, a partner in the consulting firm that created Teotihuacán’s zoning map, said when he was shown that Aug. 20 map.

“It was surgical work,” he said, adding, “It would be quite a gift to someone who wanted to do something here.”

It was a safe bet that a single small change would not be noticed by Teotihuacán’s municipal council. Because of term limits, the entire council left office after the Aug. 6 vote. A new mayor, Guillermo Rodríguez, was sworn in with a new council on Aug. 17. In interviews, Mr. Rodríguez and members of the new council said they had no idea Wal-Mart had its eye on Mrs. Pineda’s field when they took office.

“They must have had to bribe somebody in order to make the illegal legal,” Mr. Rodríguez said when he was shown both the Aug. 20 map and the map approved on Aug. 6.

“Whatever happened here must be explained,” Jesús Aguiluz, a former high-ranking state official whose domain included the Office of Urban and Regional Planning, said when he was shown both maps. Only one person, he said, could explain what happened — Víctor Manuel Frieventh, then the director of the urban planning office.

“He was in charge totally,” Mr. Aguiluz said.

In interviews with The Times, people who worked in Mr. Frieventh’s office recalled a steady parade of favor-seekers — housing developers, wealthy landowners, politically wired businessmen — all hoping Mr. Frieventh would use his influence to shape zoning plans to favor their interests. Wal-Mart de Mexico, they said, was part of the parade.

During a two-hour interview with The Times, Mr. Frieventh jovially described how his predecessors had taken bribes to shift zoning boundaries. But he insisted he never met with anyone from Wal-Mart, and said he had nothing to do with the change to Teotihuacán’s map.

“It’s very strange,” he said, looking intently at the altered map.

The formal order to publish Teotihuacán’s new zoning plan was received by the Government’s Gazette on Sept. 11, 2003. The next day, internal Wal-Mart de Mexico records show, Mr. Cicero authorized five bribe payments totaling $221,000. According to the internal records, the bribes were for obtaining zoning changes to build five supermarkets. One of the payments, for $52,000, was for the Bodega Aurrera in Teotihuacán, Mr. Cicero said in an interview.

Wal-Mart de Mexico officials did not themselves pay bribes. Records and interviews show that payoffs were made by outside lawyers, trusted fixers dispatched by Mr. Cicero to deliver envelopes of cash without leaving any trace of their existence. Wal-Mart de Mexico’s written policies said these fixers could be entrusted with up to $280,000 to “expedite” a single permit. The bribe payments covered the payoffs themselves, a commission for the fixer and taxes. For some permits, it was left to the fixers to figure out who needed to be bribed. In this case, Mr. Cicero said, Mr. Frieventh was the intended recipient.

Mr. Frieventh, the son of a shoe-store owner, earned a government salary of less than $30,000 in 2003. However modest his pay, he was in the midst of amassing an impressive real estate portfolio. From 2001 to 2004, property records show, he bought up most of a city block in Toluca. The land costs alone were nearly 65 percent of his government pay during those years.

Asked if he had ever accepted anything of value from a Wal-Mart representative, Mr. Frieventh shook his head, chuckled and extended a hand, palm up. “Bring him to me so he can pay me, no? Have him bring it to me.”

Even with the right zoning, Wal-Mart still needed at least a dozen different permits to begin construction. But to apply for them, Mr. Cicero’s team first had to get a zoning certificate, which verified that a plot’s zoning was consistent with the proposed development.

Zoning certificates did not come from Mr. Frieventh’s office. They were issued by the state Office of Urban Operations, and Wal-Mart’s request went to Lidia Gómez, a career civil servant known as a stickler for rules. Ms. Gómez rejected Wal-Mart’s request. Wal-Mart tried again a few months later, and again Ms. Gómez said no, saying that even with Teotihuacán’s new map, a Bodega Aurrera would still run afoul of a rarely enforced federal guideline. Wal-Mart was dead in the water.

With help from Mr. Frieventh, Mr. Cicero’s team found a way around Ms. Gómez, and the law. Mr. Frieventh had no legal authority to overrule Ms. Gómez. But at Wal-Mart’s request, records show, Mr. Frieventh wrote a letter on government letterhead on March 9, 2004, that directly contradicted Ms. Gómez’s rulings. Citing the altered map, he wrote that Wal-Mart’s supermarket was indeed compatible with the zoning for Mrs. Pineda’s field.

Mr. Frieventh said he did not recall the letter, or why he wrote it. But Wal-Mart de Mexico immediately put the letter to work. It began applying for other permits, each time submitting the letter as if it were a valid zoning certificate.

One of its first applications was to the state agency that regulates roads.

Traffic Bribe: $25,900

Wal-Mart wanted to build by the main entrance into Teotihuacán, in a spot already choked with traffic. Wal-Mart de Mexico authorized a $25,900 bribe payment to gain the approval of local traffic authorities, records and interviews show.

There were obvious reasons for traffic regulators to balk at Wal-Mart’s permit request. Traffic, of course, was one of Teotihuacán’s biggest headaches, and a supermarket at the main entrance would only make matters worse. But there was a far bigger complication. The town had recently approved a long-term plan to ease congestion. The plan called for building a bypass road through Mrs. Pineda’s alfalfa field.

According to internal Wal-Mart records, Mr. Cicero authorized a $25,900 bribe for the permit, which was issued in less than two weeks. The paperwork approving it did not even mention the bypass road.

A Helpful Mayor

Teotihuacán’s municipal council had just finished its regular meeting on June 11, 2004, when the mayor, Guillermo Rodríguez, made an unusual request. He asked the council members to stick around and meet privately with some people from Wal-Mart. Instructions were given to turn off the video camera used to record public meetings. But the video operator disregarded the instructions, and the camera continued to roll.

“They are going to explain what they want to do here,” the mayor told his colleagues.

To build in Mrs. Pineda’s field, Wal-Mart now needed a construction license from Teotihuacán. Construction licenses were issued by Hugo Hernández, the town’s director of urban development. Yet Mr. Hernández had thus far declined to give Wal-Mart a license because it still lacked several approvals — an environmental permit, for example.

But Wal-Mart de Mexico had found a friend in Mayor Rodríguez, who now, in private, explained to the council why it was essential to act with speed and flexibility to help Wal-Mart build, regardless of the inevitable opposition.

“They say that if we don’t solve this quickly, they will leave,” he told the council members. Wal-Mart, he revealed, had raised the possibility of a donation. “They asked me, ‘What are you going to ask from us?’ I said, ‘Pay your taxes, reach an agreement, help the community.’ ”

Then he summoned Wal-Mart’s team, led by Jorge Resendiz, one of Mr. Cicero’s deputies.

Mr. Resendiz got to the point. In exchange for bringing jobs and low prices to Teotihuacán, Wal-Mart wanted something extraordinary. It wanted the council members to let Wal-Mart start construction even though it did not have all the required permits. And it wanted them to do it then and there, in private, without public hearings. Wal-Mart was in a rush to open for Christmas shopping. “Time is precious for us,” he said. “If we don’t start this unit in the coming days, we will have a delay.”

Mr. Rodríguez assured Mr. Resendiz that the council would give its approval the next week.

The mayor’s aggressive activism was out of character. In interviews, former aides and colleagues described Mr. Rodríguez as “insecure,” “easily manipulated” and “passive.” He was frequently absent during working hours. “My persistent thought was that I was disappointed by him,” said Mr. Peña, the former mayor who had been Mr. Rodríguez’s political mentor.

But according to Mr. Cicero, there was nothing accidental about Mr. Rodríguez’s enthusiasm. Wal-Mart de Mexico, he said, bribed Mr. Rodríguez to secure his support and that of his allies on the town council. The decision to bribe Mr. Rodríguez, he said, was blessed by Wal-Mart de Mexico’s leaders.

Political Bribe: $114,000

Facing certain opposition from local merchants and residents, Wal-Mart de Mexico executives agreed to pay $114,000 in bribes to guarantee the support of Teotihuacán’s mayor and his allies on the municipal council, records and interviews show.

The ex-mayor of Teotihuacán, Guillermo Rodríguez, poses for a portrait outside the walls of his home near the pyramids of Teotihuacán.

Josh Haner/The New York Times

“I didn’t receive any money from Wal-Mart — no money,” Mr. Rodríguez insisted during two lengthy interviews with The Times.

But he struggled to explain why he began to spend tens of thousands of dollars in June 2004, the same month he emerged as Wal-Mart’s champion.

The spending is described in financial disclosure reports Mr. Rodríguez prepared himself under oath. The reports, obtained by The Times, show that he spent $30,300 to begin building a ranch on a hill overlooking the pyramids. He spent $1,800 more on a used Dodge pickup. He paid cash in both transactions.

As mayor, Mr. Rodríguez was paid $47,000 a year. His wife made $23,000 more working for the municipality. His spending spree in June nearly equaled their entire pay for the first half of 2004.

Even more remarkable was what happened six months later. Mr. Rodríguez swore in his disclosure reports that he had no savings as of Dec. 31, 2004. Yet on Jan. 1, 2005, he and his wife spent $47,700 in cash on improvements to their ranch, his reports show.

Before becoming mayor, Mr. Rodríguez had been the town comptroller, responsible for making sure municipal officials completed their financial disclosure reports correctly. Yet in the interviews, Mr. Rodríguez claimed over and over that the amounts he reported were “mistakes” or “approximate figures” or “generalized.”

He tried to be precise, he explained. “I now see it wasn’t so.”

But he did not dispute the overall spending pattern. From June 2004 to June 2005, he acknowledged, he spent “approximately” $114,000 building and furnishing his ranch, all in cash.

Wal-Mart’s investigators would ask Mr. Cicero how much Wal-Mart de Mexico had paid to bribe the mayor. About $114,000, he said.

Teotihuacán’s council members met again on June 18, 2004, a week after Mr. Rodríguez first introduced them to Wal-Mart. It was just after 7 a.m. and Mr. Resendiz took a seat up front. Item 7 on the agenda was Wal-Mart.

It was the first and only public airing of Wal-Mart’s plans. The council members spent 15 minutes discussing one of the largest construction projects in the town’s modern history.

Mr. Rodríguez announced they were there to give a “favorable or unfavorable opinion” of Wal-Mart’s supermarket. When a council member pointed out that Wal-Mart had not even submitted a formal written request, the mayor waved away the problem. “That’s a detail we omitted,” he said.

Mr. Hernández, the town’s urban development director, noted that Wal-Mart still did not have several permits it needed before the town could issue a construction license. He urged the council to stick to the rules.

Mr. Resendiz objected, saying Wal-Mart did not have time to spare.

The mayor pushed for a vote, suggesting that all they were doing was indicating general support while Wal-Mart rounded up its missing permits. He gave no indication that the vote constituted a final approval.

In interviews, council members said they viewed Wal-Mart’s proposal through the prism of lingering resentments toward their public markets. Residents had long complained about vendors inflating prices and rigging scales. They liked the way Wal-Mart challenged the old irritants of the Mexican shopping experience — stores that do not list prices; stores with no parking; stores with musty display cases.

The vote was unanimous for Wal-Mart. Days later, construction began.

Getting By the Guardians

Wal-Mart and the Pyramids

In 2004, Wal-Mart de Mexico built a supermarket by the pyramids of Teotihuacán, a cultural landmark in Mexico. The project was controversial from the start, provoking months of protests. In 2005, a former Wal-Mart de Mexico attorney told Wal-Mart executives in the United States about a series of bribes that he said had secured crucial permits and approvals necessary to build the store. Wal-Mart’s leaders did not report this information to authorities, even though the company’s internal investigation corroborated many of his allegations.

The appearance of heavy excavation equipment in Mrs. Pineda’s field quickly aroused suspicion around town. The suspicions stemmed from Teotihuacán’s fraught relationship with the National Institute of Anthropology and History, or INAH, the official guardian of Mexico’s cultural treasures.

Because of the pyramids, INAH (pronounced EE-nah) is a major presence in Teotihuacán. Its approval is required to build anything inside the protected archaeological zone. Its officials patrol town looking for signs of illegal construction, and it is not hard to find stories about zealous inspectors stopping a homeowner from extending a kitchen a few feet.

It was also well known that INAH required excavations to be done with picks and shovels to minimize damage if digging uncovered ancient ruins. So the sight of bulldozers and backhoes stood out, especially when a sign went up announcing that a Bodega Aurrera was coming. Why, residents asked, should Wal-Mart get special treatment?

Among those who noticed was Sergio Gómez, an archaeologist and researcher for INAH. Mr. Gómez knew that before the agency issued a permit, it first had to officially “liberate” the plot by verifying that construction would not destroy valuable archaeological remains. That meant conducting a formal archaeological survey, with grid lines and exploration holes.

For any developer, a survey was risky. If significant remains were discovered, it could kill the project, or at least force lengthy delays. Yet Mr. Gómez had not seen any sign of a survey, an odd thing since a survey like this should have occupied a team of INAH researchers and laborers for a good six months. This, too, was a red flag.

Mr. Gómez was concerned enough to follow trucks from the site one day. When they dumped their loads, he could see fragments of pottery and other evidence of ancient remains. “I didn’t need to scratch the ground to see it,” he said in an interview.

Iván Hernández noticed, too. He was one of five INAH archaeologists who did surveys to liberate land for construction in the protected zone. He knew every major project in town, but nothing of this one.

Residents were also calling INAH to complain. The calls went to Juan Carlos Sabais, the agency’s top lawyer in Teotihuacán. He would have been the one to review the permit paperwork and prepare the official liberation letter for this plot. “We didn’t have a clue,” he recalled. “People were saying this was Wal-Mart, and we didn’t know a thing.”

Mr. Sabais led a party of INAH officials to the site to find out what was going on. They passed through a small crowd of angry residents. It was July 16, and construction was already well under way. There were several large excavations, one as deep as 16 feet, records show. Workers claimed they had an INAH permit, just not on site as the law required. Mr. Sabais ordered them to stop construction.“The crowd started clapping,” he said.

By the time Mr. Sabais returned to his office, senior INAH officials were calling from Mexico City demanding to know why he had halted construction. Only then, he said, did he discover that Wal-Mart had somehow managed to get a permit without a survey, or a liberation letter.

This bureaucratic miracle, Mr. Cicero would explain to Wal-Mart investigators and The Times, was made possible by another payoff. As Mr. Cicero described it, senior INAH officials had asked for an “official donation” of up to $45,000 and a “personal gift” of up to $36,000 in exchange for a permit.

Wal-Mart’s permit was signed by Mirabel Miró, then the agency’s top official in the State of Mexico. According to Ms. Miró, it was Wal-Mart de Mexico that made an improper offer of money. Her chief architect, she said, told her that Wal-Mart had approached him with an offer of a sizable “donation.” He wanted to accept, she said.

Archaeology Bribe: Up to $81,000

Wal-Mart could not build by the pyramids without a permit from the agency that protects Mexico’s cultural landmarks. Wal-Mart de Mexico offered a “donation” of up to $45,000 and a “personal gift” of up to $36,000 in exchange for the permit, records and interviews show.

“I told him, ‘I don’t want a dime, not as a donation, not as anything, because it may be interpreted as something else,’ ” she said.

Sergio Raúl Arroyo, the director general of INAH, recalled in an interview that Ms. Miró had told him about Wal-Mart’s offer. He could not recall any other instance of a company offering a donation while it was seeking a permit. “That would have been totally irregular,” he said. “It was obvious we had to be very careful with these people.”

“I told Miró to accept no donations,” he added. “Not even a pair of scissors.”

And yet in June 2004, three weeks after Ms. Miró signed the permit, Mr. Resendiz spoke about a payment to INAH during his private meeting with Teotihuacán’s council. “INAH itself is asking us for a considerable contribution,” Mr. Resendiz said.

“We are going to formalize the contribution next Monday,” he added. “But it is a fact.”

Mr. Resendiz, who has been placed on administrative leave pending Wal-Mart’s investigation, declined to comment. Every INAH official interviewed, including Ms. Miró’s chief architect, Carlos Madrigal, denied accepting money from Wal-Mart.

But Mr. Sabais, the agency’s top lawyer in Teotihuacán, knew nothing about official donations or personal gifts on the day he stopped construction. All he knew was that he was being summoned to INAH’s headquarters in Mexico City. Over several tense meetings, he recalled, his bosses confronted their embarrassing predicament: INAH had halted construction even though Wal-Mart had the required permit. Yet the agency had given Wal-Mart that permit without first conducting a survey and liberating the land.

Fearing a public relations debacle, senior INAH officials concocted a trail of backdated documents to hide its blunders, Mr. Sabais said. He pointed to an INAH report dated April 2, 2004, seven weeks before the agency issued its permit. The report suggested Wal-Mart’s plot had been liberated after a 1984 survey. “This document,” Mr. Sabais said, “was made later to justify what had not been done.”

INAH officials would later tell multiple government inquiries that Wal-Mart’s plot had been liberated because of this 1984 survey.

The Times tracked down the 1984 survey. It had nothing to do with the land where Wal-Mart was building. The survey was done on a different plot several hundred yards away. The archaeologists who supervised and evaluated the survey were appalled to learn that it had been used to justify INAH’s permit for Wal-Mart. “This is a fraud,” Ana María Jarquín, one of the archaeologists, said in an interview.

In interviews last week, top INAH officials acknowledged for the first time that Wal-Mart’s plot had neither been surveyed nor liberated, either in 1984 or any other time, before construction began. They also made one other startling admission. The agency has long maintained no ancient remains were destroyed during construction. But Verónica Ortega, INAH’s top archaeologist in Teotihuacán, acknowledged it was indeed possible ancient remains were destroyed during the excavation before Mr. Sabais halted construction.

“I am not able to affirm categorically that no soil went out,” she said.

The work shutdown ordered by Mr. Sabais did not last long. Four days later, INAH allowed Wal-Mart to resume construction. The agency did take one precaution: it began an extensive survey, digging dozens of exploration wells alongside Wal-Mart’s crews.

A Gathering Protest

By now a loose protest movement had begun to form. Its leaders all had deep roots here. Lorenzo Trujillo owned produce stands in the public market. Emmanuel D’Herrera, a teacher and poet, had celebrated his son’s birth by tucking the boy’s umbilical cord in a crack atop the Moon pyramid. Emma Ortega was a spiritual healer who cared for patients a stone’s throw from the pyramid. “You feel that it’s part of you, and you are part of it,” she said.

The protesters immediately suspected something “dirty” had taken place, Ms. Ortega recalled. The first clue came on Aug. 1, 2004, when she and other protest leaders met with Mayor Rodríguez. By now the supermarket’s walls were being erected. They asked the mayor to show them the construction permit. The mayor, nervous and evasive, admitted Wal-Mart did not actually have one.

“So we were like, ‘Why are they there working?’ ” Ms. Ortega said. They asked the mayor to halt work and hold hearings. The mayor said he would think about it. Two days later, he issued Wal-Mart a construction license.

He signed it himself.

In response, the protesters demanded his resignation and filed the first of several legal challenges. Then they blockaded the construction site.

As word of the blockade spread, bells rang from a chapel in Purificación, the neighborhood where Wal-Mart was building. It was the alarm used to summon neighbors in an emergency. Residents marched toward the blockade.

“We thought they were there to support us,” Ms. Ortega recalled. “No. They were there to attack us.” The crowd descended on the small band of protesters, pushing and yelling insults until the blockade was broken.

Wal-Mart donated these computers to the elementary school in Purificación, the neighborhood in Teotihuacán in which it built a Bodega Aurrera supermarket.

Josh Haner/The New York Times

What Ms. Ortega did not know was that Wal-Mart had already bought the support of Purificación’s neighborhood leaders. In interviews, several of those leaders recalled being invited to Mr. Rodríguez’s office to meet with the company’s representatives. The Wal-Mart people, the leaders said, offered money to expand their cemetery, pave a road and build a handball court. They offered paint and computers for Purificación’s school. They offered money to build a new office for the neighborhood leaders.

But the money came with strings: if there were any protests, they were expected to be visibly and loudly supportive of Wal-Mart.

Protest leaders began to get anonymous phone calls urging them to back off. In news conferences, the mayor dismissed them as a tiny minority of gadflies and self-interested local merchants. He insisted the town overwhelmingly favored Wal-Mart’s arrival, and as proof of his incorruptibility, he boasted of how he had rejected Wal-Mart de Mexico’s offer of a $55,000 donation to the municipal treasury.

But the tide turned as INAH’s archaeologists began to find evidence that Wal-Mart was building on ancient ruins after all. They found the remains of a wall dating to approximately 1300 and enough clay pottery to fill several sacks. Then they found an altar, a plaza and nine graves. Once again, construction was temporarily halted so their findings could be cataloged, photographed and analyzed. The discoveries instantly transformed the skirmish over Mrs. Pineda’s field into national news.

Student groups, unions and peasant leaders soon joined the protests. Opponents of other Wal-Marts in Mexico offered support. Influential politicians began to express concern. Prominent artists and intellectuals signed an open letter asking Mexico’s president to stop the project. Many were cultural traditionalists, united by a fear that Wal-Mart was inexorably drawing Mexico’s people away from the intimacy of neighborhood life, toward a bland, impersonal “gringo lifestyle” of frozen pizzas, video games and credit card debt.

A Leader in the Protests Against Wal-Mart

The pyramids of Teotihuacán are one of Mexico’s most revered cultural landmarks. When Wal-Mart de Mexico began building nearby, Emma Ortega, a spiritual healer, lead hunger strikes, blockades, and protest marches to stop the project.

Josh Haner and Brent McDonald/The New York Times

The support emboldened the protesters. When the mayor held a news conference, they interrupted and openly accused him of taking bribes. They blockaded INAH’s headquarters and marched on Wal-Mart de Mexico’s corporate offices in Mexico City. “All we have found are closed doors and an ocean of corruption around the authorizations for this Wal-Mart,” Mr. D’Herrera told reporters with typical flourish.

Their allegations of corruption seeped into the news coverage in Mexico and the United States. In September 2004, an article in The Times included this passage: “How Wal-Mart got permission to build a superstore on farmland supposedly protected under Mexican law as an archaeological site has vexed the merchants here, who freely accuse the town, the state and the federal Institute of Anthropology and History of corruption.”

Open for Business

Back in Bentonville, Wal-Mart’s international real estate committee was aware of the growing attention from the news media, former members said in interviews. Some committee members cringed at the ugly optics of Wal-Mart literally bulldozing Mexico’s cultural heritage. “I kept waiting for someone to say, ‘Let’s just move sites,’ ” recalled one member, who, like others on the committee, asked not to be identified because of the continuing inquiry.

But top Wal-Mart de Mexico executives assured the committee that the situation was under control. They portrayed the protesters as a fringe group — “like they were from Occupy Wall Street,” another person recalled.

Despite multiple news accounts of possible bribes, Wal-Mart’s leaders in the United States took no steps to investigate Wal-Mart de Mexico, records and interviews show.

Mr. Tovar, the Wal-Mart spokesman, said that while executives in the United States were aware of the furor in Teotihuacán they did not know about the corruption allegations. “None of the associates we have interviewed, including people responsible for real estate projects in Mexico during this time period, recall any mention of bribery allegations related to this store,” he said.

In Mexico, government officials were looking for a way to quell the controversy. Mr. Arroyo, INAH’s director general, urged Wal-Mart de Mexico to build elsewhere. The state’s urban development ministry quietly searched for alternate sites outside the archaeological zone. Then, on Oct. 2, Mexico’s newspapers reported a major announcement: Arturo Montiel, the state’s governor, was looking for another site “that is better for all.”

With its supermarket more than half built, Wal-Mart de Mexico was not eager to accommodate the governor. The company raced to complete construction and mounted a public relations offensive. Executives argued that Wal-Mart de Mexico had scrupulously fulfilled every legal requirement: the zoning was correct, as confirmed by the map in the Government’s Gazette; necessary approvals had been duly obtained from INAH, traffic authorities and other agencies; the mayor himself had signed the construction license.

Not even a week after Mr. Montiel’s announcement, his top deputy told reporters there was, alas, no way to stop Wal-Mart. “We would be violating the law since they can tell us they complied with all that is required,” he explained.

The supermarket opened on Nov. 4, 2004. A year later, Mr. Cicero met with Wal-Mart’s lawyers and told his story for the first time. His allegations were shared with several of the same executives who were on the international real estate committee, records show. If the protesters’ vague allegations of corruption had been easy to dismiss, now they were coming from the person responsible for obtaining Wal-Mart de Mexico’s permits in Teotihuacán.

More important, Mr. Cicero’s allegations emerged as a comptroller for the State of Mexico was wrapping up a lengthy investigation into whether officials had acted unlawfully in granting permits to Wal-Mart de Mexico.

But Wal-Mart did not share Mr. Cicero’s allegations with any authorities in Mexico. “This is one of the areas we are reviewing as part of our ongoing investigation,” Mr. Tovar said.

When the comptroller’s office subsequently announced it had found no wrongdoing, it chided protesters for failing to present any specific proof.

The comptroller had been the protesters’ last hope. Most moved on, resigned to the idea that their struggle had been for nothing. But not Mr. D’Herrera. He continued to visit government archives, seeking access to Wal-Mart’s permit records. He kept appealing to public officials for help. “I shall continue my hunger strike until Wal-Mart leaves or until I die,” he wrote in a letter to Vicente Fox, Mexico’s president at the time.

Despite the passage of time, Mr. D’Herrera never wavered in his conviction that Wal-Mart must have paid bribes. He was appalled by the store’s impact on Teotihuacán, and infuriated that so few seemed to care. It did not go unnoticed when protest leaders were spotted shopping contentedly in the Bodega Aurrera, where people can buy everything from tortillas to tires, almost always at a substantial discount from local shops.

Friends and relatives urged Mr. D’Herrera to let it go, but he refused. “He became obsessed,” Ms. Ortega said. Mr. D’Herrera finally snapped. On May 16, 2009, he entered the Bodega Aurrera and placed a crude homemade bomb in a shopping cart. According to prosecutors, the bomb consisted of a small juice can containing gunpowder and nails. Mr. D’Herrera pushed the cart into the store’s home section, looked around to make sure the aisle was empty, and then lit a fuse poking from the can. His intent, he later wrote, was to kill himself and damage the store to draw public attention back to Wal-Mart. But all the blast did was knock him down and damage $68 worth of merchandise.

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Part 1: At Wal-Mart in Mexico, a Bribe Inquiry Silenced

As he awaited trial from a prison cell, he continued his hopeless campaign. He wrote more letters to politicians. He asked his wife to publish his diatribes against Wal-Mart on an obscure poetry blog. Yet he clearly recognized the precariousness of his circumstances. He was thin and severely diabetic. His teeth were falling out. In early 2010, he asked a cellmate to deliver a letter to his wife in case he died in prison. A few months later, he had a brain hemorrhage and slipped into a coma. Death quickly followed. He was 62.

In his final letter to his wife, Mr. D’Herrera tried to explain why he had battled so long at such grievous cost.

“I am not leaving material patrimony for you and our son,” he wrote. “I’m leaving you a moral and political legacy, dying as I am for a cause, in defense of the Mexican culture.”

Josh Haner and James C. McKinley Jr. contributed reporting.

This article has been revised to reflect the following correction:

Correction: December 18, 2012

An earlier version of this article misspelled the surname on one occasion of the former director of urban planning. He is Víctor Manuel Frieventh, not Freiventh.

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